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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Oral iron supplementation is a crucial strategy to prevent anemia and growth
problems due to a low nutritional intake of iron in children. Diseases that cause anemia,
such as Malaria, also plague most of the developing countries with high prevalence of
iron nutritional deficiency. However, iron supplementation has been associated with a
prejudicial effect in clinical malaria. On the other hand, several studies have associated
infection with Plasmodium, the causative agent of malaria, with higher incidence of
non-typhoidal Salmonella, being one of the most common co-infections.
In this study, we evaluated the impact of dietary iron and of oral iron
supplementation on a malaria mouse model and on a co-infection model of
Plasmodium/Salmonella. Our data in a usually non-lethal malaria model (P. yoelii)
shows that both dietary iron and oral iron supplementation increase blood parasitemia,
but also increase survival when compared to untreated mice on an iron-deficient diet. In
the co-infection of P. yoelii with S. enterica Typhimurium, higher dietary iron
correlates with a tendency for lower disseminated bacterial load.
Altogether, our data suggest that an iron supplementation strategy might be feasible
to treat malaria-induced anemia, apparently without having a negative impact in
Salmonella co-infections. These studies need to be repeated and extended in order to
confirm the validity of such a strategy for severe malaria anemia, and under what
conditions it is feasible.
A suplementação oral de ferro é uma estratégia crucial para prevenir a anemia e o atraso de crescimento devido a escassa ingestão de ferro em crianças. Doenças que causam anemia, como a malária, também são endémicas em muitos dos países em desenvolvimento com prevalência de deficiências nutricionais de ferro. Contudo, a suplementação de ferro foi recentemente associada a um efeito prejudicial na evolução clínica da malária. Por outro lado, diversos estudos associaram a infeção por Plasmodium, o agente causal da malária, com um aumento da incidência de Salmonella não-tifóide, uma das coinfecções mais comuns. Neste projeto avaliámos o impacto do ferro dietético e da sua suplementação num modelo murino de malária, e também num modelo de coinfecção de Plasmodium e Salmonella. Os resultados num modelo não-letal de malária (P. yoelii) sugerem que o ferro dietético e a sua suplementação oral aumentam a parasitemia mas também a sobrevida dos animais, quando comparado com murganhos numa dieta deficiente em ferro. No modelo de coinfecção com P. yoelii e S. enterica Typhimurium, um aumento no ferro dietético tende a correlacionar-se com uma menor bacteremia. Concluindo, estes resultados sugerem que a suplementação de ferro é exequível para tratar a anemia induzida pela malária, aparentemente sem aumentar as complicações da coinfecção com Salmonella. Estes estudos necessitam de ser repetidos por forma a validar esta estratégia para a anemia grave devido a malária e em que condições se torna exequível.
A suplementação oral de ferro é uma estratégia crucial para prevenir a anemia e o atraso de crescimento devido a escassa ingestão de ferro em crianças. Doenças que causam anemia, como a malária, também são endémicas em muitos dos países em desenvolvimento com prevalência de deficiências nutricionais de ferro. Contudo, a suplementação de ferro foi recentemente associada a um efeito prejudicial na evolução clínica da malária. Por outro lado, diversos estudos associaram a infeção por Plasmodium, o agente causal da malária, com um aumento da incidência de Salmonella não-tifóide, uma das coinfecções mais comuns. Neste projeto avaliámos o impacto do ferro dietético e da sua suplementação num modelo murino de malária, e também num modelo de coinfecção de Plasmodium e Salmonella. Os resultados num modelo não-letal de malária (P. yoelii) sugerem que o ferro dietético e a sua suplementação oral aumentam a parasitemia mas também a sobrevida dos animais, quando comparado com murganhos numa dieta deficiente em ferro. No modelo de coinfecção com P. yoelii e S. enterica Typhimurium, um aumento no ferro dietético tende a correlacionar-se com uma menor bacteremia. Concluindo, estes resultados sugerem que a suplementação de ferro é exequível para tratar a anemia induzida pela malária, aparentemente sem aumentar as complicações da coinfecção com Salmonella. Estes estudos necessitam de ser repetidos por forma a validar esta estratégia para a anemia grave devido a malária e em que condições se torna exequível.
Descrição
Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2014
Palavras-chave
Malária Anemia Ferro
