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Estudo petrológico e geoquímico dos metavulcanitos devónicos da região de Odivelas (Alentejo): implicações geodinâmicas e metalogenéticas

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Resumo(s)

Os metavulcanitos aflorantes na Barragem de Odivelas, inseridos na Unidade de Odivelas do Complexo Ígneo de Beja, localizam-se perto do contacto entre a Zona de Ossa-Morena e a Zona Sul Portuguesa. Na área em estudo afloram ainda bancadas carbonatadas que se encontram em contacto com as rochas aqui analisadas. A reconsideração das idades destes calcários fez com que fosse fundamental estudar as rochas sobre as quais se debruça este estudo, com o intuito de contribuir para um melhor entendimento dos processos geodinâmicos e metalogenéticos que estariam activos no bordo sul da ZOM no Devónico inferior. Do ponto de vista petrográfico é possível evidenciar que, não obstante a blastese metamórfica ter ocorrido em condições da fácies dos xistos verdes, a deformação não foi suficientemente penetrativa para obliterar por completo os principais aspectos texturais dos protólitos vulcânicos. A textura porfírica das rochas vulcânicas é ainda claramente perceptível, bem como o carácter fluidal da matriz de algumas rochas. As rochas apresentam paragéneses típicas da fácies dos xistos verdes (clorite, epídoto e actinolite) que terá sido causada por metamorfismo de tipo hidrotermal, como o sugere, entre outros aspectos, a ocorrência na zona exalitos ferro-siliciosos (jaspes). Não obstante a recristalização metamórfica são reconhecíveis fenocristais relíquia de clinopiroxena e plagioclase, esta por vezes total ou parcialmente albitizada. Os dados aqui apresentados revelaram o quimismo toleítico orogénico destes metavulcanitos, o que é compatível com o funcionamento de uma zona de subducção no bordo meridional da Zona de Ossa-Morena. Estes dados e o claro posicionamento estratigráfico das rochas agora estudadas, relativamente a formações sedimentares rigorosamente datadas, permitem suportar a produção de magmatismo, associado a tal bordo destrutivo, desde o Devónico inferior, em oposição aos dados geoquímicos até ao presente publicados que apontavam para o Devónico médio/superior como data do início da subducção. As possíveis implicações metalogenéticas da existência de uma zona de subducção actuando no bordo sul da Zona de Ossa-morena durante o Devónico inferior são também discutidas. Foram também abordados os exalitos ferro-siliciosos ocorrentes próximo da área em estudo e que fornecem indício da percolação de fluidos hidrotermais, alimentada pelo calor gerado pelo sistema vulcânico responsável pela génese das rochas analisadas.

Descrição

Tese de mestrado em Geologia Económica, apresentada à Universidade de Lisboa, através da Faculdade de Ciências, 2011

Palavras-chave

Geologia Prospecção mineral Teses de mestrado - 2011

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