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Abordagem da via aérea da criança na urgência no contexto de reação alérgica

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Anafilaxia é uma reação alérgica sistémica grave, de início súbito, associada a risco de mortalidade. O angioedema é definido como um edema subcutâneo e submucoso, circunscrito e não inflamatório secundário à acumulação de substâncias vasoativas. Os alergénios alimentares foram identificados como os precipitantes mais comuns na anafilaxia. No angioedema, a informação é mais dispersa, acreditando-se que infeções diferentes possam ser as principais implicadas. Para ambas as entidades o diagnóstico deve ser clínico: na anafilaxia alterações nos níveis de histamina e triptase ainda não dão segurança diagnóstica; no angioedema, a janela temporal necessária à rápida gestão do doente não permite aguardar resultados laboratoriais. A fibroscopia poderá ser necessária na avaliação da extensão do edema na via aérea, não existindo evidência da utilidade de outros meios complementares. A primeira linha da terapêutica médica é sempre epinefrina. Terapêuticas adjuvantes não devem ser usadas como substitutos. Perante o comprometimento grave da via aérea, a intubação endotraqueal vígil por videolaringoscopia é o método de eleição. Outros mecanismos podem ser usados, com utilidade temporária. Qualquer doente com episódio anafilático e/ou angioedema deve ficar em observação até resolução do quadro. Porém, a identificação de fatores de risco para severidade e recorrência sintomatológicas permite adequar a gestão terapêutica, o tempo de observação e, alta clínica. A todos os doentes devem ser prescritos 2 dispositivos de epinefrina e, marcada consulta de imunoalergologia para estudo da doença a longo prazo.
Anaphylaxis is a severe, sudden-onset, systemic allergic reaction associated with risk of mortality. Angioedema is defined as a subcutaneous and submucosal oedema, circumscribed and non-inflammatory due to the accumulation of vasoactive substances. Food allergens have been identified as the most common precipitants in anaphylaxis. In angioedema, data is more dispersed, although there is evidence different infections may be the main involved. For both entities diagnosis must be clinical: in anaphylaxis histamine and tryptase levels still do not give diagnostic certainty; in angioedema, the time window required for rapid patient management can´t include waiting for laboratory test results. Fibroscopy may be useful to assess the extent of airway oedema, with no evidence of the worth in using other complementary tests. First line of medical treatment must be epinephrine. Adjuvant medications have no role as substitute therapy. With a severe airway compromise, the gold standard is an awake nasopharyngeal intubation. Other mechanical techniques may act as a temporary measure. Any patient experiencing an anaphylactic reaction and/or angioedema must be kept under observation until complete resolution of the episode. However, risk factors identification for severity and recurrence of symptoms allows to adjust therapeutic management, observation time and, timing for clinical discharge. All the patients should be discharged with two epinephrine auto-injectors kit and an immunoallergology consultation should be scheduled for the long-term care.

Descrição

Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2020

Palavras-chave

Anafilaxia na criança Angioedema na criança Abordagem da anafilaxia Abordagem da via aérea no angioedema Otorrinolaringologia

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