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Orientador(es)
Resumo(s)
As cidades, as regiões e as nações, estão submetidas
a processos de transformação económica, cultural
e social assinaláveis, imersas na corrente de mudanças
que acompanham a globalização. A globalização
signifi ca, com efeito, que todos somos mais
interdependentes, mais próximos, que temos acesso
à mesma informação, que vivemos num mundo
mais igual. No entanto, não vivemos nele da mesma
forma e essa interação não é igualmente fl uente
nem frutífera para todos.
A interdependência obtida até agora, graças à difusão
acelerada e generalizada da tecnologia em
geral e das tecnologias da informação e da comunicação
em particular, é, essencialmente, de carácter
económico, não só quando nos referimos ao aumento
do volume e à variedade das transações inter-fronteiriças
de bens e serviços, assim como quanto aos
fl uxos internacionais de capitais. A constatação deste
facto conduziu-nos a duas teses falsas:
-A primeira assenta na fé do poder regulador do mercado
livre para redistribuir o conhecimento e a riqueza
pelo simples impulso e exercício da competitividade.
O que alcançou o mercado, sustenta esta tese,
e alcançará também a sociedade civil por simples
intensifi cação dos processos de difusão acelerada
da tecnologia mediante o comércio de serviços informáticos.
Nesta perspectiva, o poder regulador da
técnica deriva do mercado livre.
-A segunda é a crença na irrelevância do espaço
físico contra o virtual. Sem colocar em causa a relação
existente entre os avanços da sociedade do
conhecimento e a articulação espacial entre a população
e as actividades, esta tese defende que o
espaço privilegiado pela sua capacidade de gerar
interactividade face às barreiras físicas é o espaço
virtual. Quando os efeitos da revolução tecnológica
se tornaram mais evidentes, houve quem chega-se
a pensar que os meios electrónicos enfraqueciam as
tradicionais relações entre as pessoas e o espaço físico,
chegando a temer a perda do velho sentido do
lugar (genus loci) e das identidades procedidas das
culturas locais.
Se isto tivesse ocorrido desta forma, as condições de
acesso às redes de informação e comunicação imaterial
teriam passado a depender, exclusivamente,
do poder aquisitivo das infra-estruturas e dos serviços
que se compram em mercados competitivos, com
independência dos espaços locais e das relações
entre o meio urbano e o rural, entre as grandes cidades
e os pequenos lugares.
Descrição
Palavras-chave
Desenvolvimento local Sociedade da Informação
Contexto Educativo
Citação
Universidade de Zaragoza, Grupo Sociológico de Investigação Científica, Universidade de Toulouse-Le Mirail, Grupo de Investigação Sócio Económicas, & Universidade de Lisboa, Departamento de Geografia (2006). Desenvolvimento local e Sociedade da Informação. eAtlasudoe, CE. 16 p.
