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Células folículo-­estreladas da hipófise : para onde evoluímos?

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Resumo(s)

As células folículo-estreladas (CFE) são uma população de células não-endócrinas, com uma morfologia star-like e com capacidade de suporte, que contribuem entre 5 a 10% como elementos celulares do lobo anterior da hipófise. Estas células foram inicialmente identificadas como não secretoras e acessórias através de microscopia eletrónica e muitas das características citológicas e fisiológicas através da microscopia ótica. O reconhecimento do marcador celular para a proteína S-100 que lhe confere positividade, permitiu que se atingisse um conhecimento vasto de muitas características das CFE. Atualmente, estas células são consideradas funcionalmente e fenotipicamente como heterogéneas. As células secretoras estão em estreita interligação com estas unidades funcionais agranulares através de uma rede endócrina interativa. A comunicação entre as CFE e as estruturas endócrinas mais próximas permite abrir uma porta para considerar a glândula hipofisária como um puzzle celular mais ordenado do que se julgava inicialmente. Depois de um longo período de investigação sobre a hipófise, muitas questões ainda não foram resolvidas. Apesar de muitos estudos morfológicos, citológicos e fisiológicos realizados recentemente, uma compreensão precisa das principais funções das CFE na glândula hipofisária ainda permanece desconhecida. Espera-se que novos estudos sobre a origem e a diferenciação das CFE forneçam muitas respostas relevantes em relação ao debate sobre a fisiopatologia da hipófise. Neste trabalho, fazemos uma revisão das características das CFE e suas funções incertas na adenohipófise, com um foco principal nos pontos atuais de pesquisa que consideramos fundamentais, como a sua importância enquanto células estaminais, no processo de maturação e envelhecimento e na patogénese dos tumores da hipófise.
Folliculo-stellate cells (FSCs) are a non-endocrine population of sustentacular-like, starshaped and follicle-forming cells, which contribute about 5-10% of elements from the anterior pituitary lobe. First identified with electron microscopy as non-hormone secreting accessory cells, light microscopy has revealed many of their cytophysiologycal features, and is known as positive for S-100 protein, a marker for FSCs. They are currently considered as functionally and phenotypically heterogeneous. Secretory cells are in close interconnection with this agranular functional units in an interactive endocrine networking. Due to FSCs communication with their endocrine neighbours, this opens the door to considering the pituitary as a cellular puzzle more ordered than the first thought. After a long period of pituitary research, many issues remain unsolved. In spite of many morphological and cytophysiological studies recently reported, a precise understanding of the major functions of FSCs in the pituitary gland remains unknown. New studies about the origin and differentiation of FSCs are expected to provide many relevant answers with respect to the debate about physiopathology of the pituitary gland. Here we review the characteristics of FSCs and their uncertain functions in the adenohypophysis, with focus on the present research points that we consider fundamental, such as their importance as stem cells, in the process of maturation and aging, and in the pathogenesis of the pituitary tumors.

Descrição

Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2018

Palavras-chave

Células folículo-estreladas Tumor da hipófise Proteína S-100 Anatomia Patológica

Contexto Educativo

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