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O direito ao silĂȘncio das pessoas coletivas

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Resumo(s)

O presente estudo tem como objetivo o contributo para a resolução dos casos em que, no Ăąmbito das atividades reguladas, o direito constitucional ao silĂȘncio das entidades supervisionadas entra em conflito com a obrigatoriedade de colaboração com as entidades supervisoras ou reguladoras. Ademais, cumpre esclarecer se o facto da generalidade das entidades reguladoras centrarem em si competĂȘncias para instruir, investigar e, por fim, sancionar a atuação dessas entidades reguladas estĂĄ a ferir o nĂșcleo essencial da garantia constitucional ao silĂȘncio, porquanto as provas recolhidas nas primeiras atividades podem servir de fundamento Ă  instauração de um processo sancionatĂłrio. Em suma, procura-se encontrar uma solução que, por um lado, nĂŁo desviabilize a atividade de supervisĂŁo e, por outro lado, nĂŁo deixe de salvaguardar o direito ao silĂȘncio. Diretamente relacionados com esta questĂŁo surgem problemas ao nĂ­vel da representação da pessoa coletiva em juĂ­zo, nomeadamente a questĂŁo de saber na ‘Pessoa Humana’ sobre a qual irĂĄ ser constituĂ­da arguida a pessoa coletiva, e em que medida e com que legitimidade poderĂĄ essa pessoa invocar o direito ao silĂȘncio. Deste modo, a legislação nacional, o ordenamento jurĂ­dico portuguĂȘs, a jurisprudĂȘncia e as posiçÔes doutrinĂĄrias serĂŁo analisadas.
The purpose of this study is to purchase the resolution of cases in which, within the scope of regulated activities, the supervised entities’ constitutional right to silence conflicts with their collaboration obligations, towards the supervisory or regulatory entities. In addition, it is necessary to clarify the circumstances in which most of the regulatory entities focus on themselves the power to instruct, investigate and, finally, punish the activities of these regulated entities, hurting the essential nucleus of the constitutional guarantee to silence, considering that the evidence collected in the first activities may serve as a basis for a sanctioning procedure. Summing up, we seek a solution that empowers a supervisory activity, as well as protects the right to silence. Directly related to this issue arises problems in the legal person representation matters, in court, specially the question of who is the ‘Human Person’ on whom the legal person will be constituted, and with what legitimacy may that person invoke the right to silence. In this sequence, the national law, the Portuguese legal system, the jurisprudence and doctrinal positions will be analyzed.

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Palavras-chave

Direito ao silĂȘncio Direito Ă  nĂŁo auto-incriminação Pessoas colectivas Actividade econĂłmica Regulação econĂłmica Teses de mestrado - 2018

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