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Paz social e resistências à tirania em criações iconológicas dos séculos XVI e XVII – uma abordagem em humanidades digitais

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Emblemas de Andrea Alciato (1492-1550), divulgados por toda a Europa no período moderno e ainda na centúria de oitocentos, e orientações, em texto e imagem, plasmadas na Iconologia de Cesare Ripa (1555-1622), ilustrada desde as edições do século XVII, constituem fontes de importante informação para a avaliação das criações simbólicas e artísticas e para a história das mentalidades desses períodos. O acesso a sucessivas edições, antes em papel em arquivos e bibliotecas nacionais e estrangeiros ou eventualmente, de forma isolada, em alguma reprodução facsimile ou estudo monográfico, tornou-se na era digital facilitado. Acelera-se o acesso e aumenta-se consideravelmente a informação, evitando-se condicionalismos de horários e deslocações dispendiosas. Possui-se agora na internet não apenas edições digitalizadas na íntegra como, com grande impacto na pesquisa, bases de dados dos dois autores. Trata-se de plataformas dinâmicas das quais destacaremos duas, resultantes do meio académico, uma inglesa, https://emblems.arts.gla.ac.uk/alciato/, outra italiana, https://limes.cfs.unipi.it/allegorieripa/, que iremos comparar na primeira parte da exposição, nas suas funcionalidades, selecionando a título exemplificativo, como estudo de caso na segunda parte da exposição, a pesquisa temática sobre a paz social e as resistências à tirania. Embora o objecto de estudo possa não ser inédito, os instrumentos metodológicos de abordagem adaptaram-se aos novos recursos, acelerando o trabalho e multiplicando pistas de investigação ao estudioso no âmbito das Humanidades Digitais. Alargam-se e aprofundam-se, pois, análises e possíveis interpretações, a partir de uma melhor organização de ficheiros que, todavia, não prescinde da extensão do olhar por parte do investigador. À documentação digitalizada no formato original juntam-se dados coligidos e organizados sobre as fontes, sua localização, datas, editores e gravadores e informação bibliográfica. Em bases mais elaboradas, conectam-se temáticas e o pesquisador tem acesso a um motor de busca. Acelera-se toda a investigação embora reservando a análise comparativa e crítica a quem estuda a documentação cultural e artística. O exemplo de caso temático selecionado – paz social e resistências à tirania – poderá, assim, por via de material e recursos electrónicos, ampliar a análise da intertextualidade e das variantes contextuais, levando o pesquisador a comparações com realidades históricas concretas, vislumbradas em outros materiais como moedas, medalhas e jetons, cujas colecções se podem investigar na internet, obtendo, com saber e sorte, artefactos numismáticos digitalizados. É o caso dos símbolos de resistência e de revolta dos Países Baixos, ou melhor, da união que conduzirá à independência da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, contra o Império espanhol (1581). O processo condutor deste estudo conduzirá a reflexões finais sobre as Humanidades Digitais, particularmente no campo da História, seus benefícios para a investigação, a preservação de materiais, e para o ensino, sem contudo deixar de notar a persistência de condicionalismos infraestruturais e as melhorias que poderão ainda desenvolver-se neste âmbito.

Descrição

Palavras-chave

Humanidades digitais Alciato Ripa Base de dados Imagética

Contexto Educativo

Citação

CRUZ, Maria Leonor García da, “Paz social e resistências à tirania em criações iconológicas dos séculos XVI e XVII – uma abordagem em Humanidades Digitais” in Tamara Morte Nadal e Jorge Abelardo Cortés Montalvo (Coords), Comunicación, Cultura y Humanidades Digitales. Madrid, Editorial Fragua, pp. 130-153. ISBN: 978-84-7074-955-1

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