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Resumo(s)
Introduction: Frailty is a multidimensional, biopsychosocial, holistic construct where a loss of resilience and vulnerability to adverse health outcomes exists. It is commonly operationalized by older age, and functional and physical impairments. Notwithstanding, a lack of consensus continues to exist. Objectives: The primary objective was to evaluate the correlation between frailty and dysphagia in people with neurodegenerative disorders, in the moment of admission in a long term care institution. Secondary objectives were to describe the frequency of frailty, undernutrition dysphagia and dysarthria, as well as to evaluate the correlation between dysarthria and frailty, between dysphagia and undernutrition and between dysarthria and undernutrition. Materials and Methods: An observational retrospective design was performed. Participants were selected from the clinical registers of the consecutively admitted patients in Campus Neurológico Sénior (CNS) with at least one neurodegenerative disorder. In the moment of admission, the Marigliano-Cacciafesta Polypathological Scale (MCPS) and the Clinical Frailty Scale (CFS) were applied to measure frailty, the Mann Assessment of Swallowing Ability (MASA) to assess dysphagia, the Mini Nutritional Assessment (MNA) to evaluate undernutrition and the Frenchay Dysarthria Assessment (FDA-2) to measure dysarthria. Results: 162 participants were included with a mean±s.d. age of 74.1±0.7 years. People with Parkinsonian syndromes represented 82.7% of the sample. Significant correlations were found between frailty and dysphagia assessments. The strongest correlation found with the MCPS was in atypical parkinsonism (r=-0.617; p=0.000) and with the CFS was in dementia syndrome (rs=-0.570; p=0.011). The frequency of frailty was 74.7% (MCPS) and 73.5% (CFS) of undernutrition 11.1%, of dysphagia 67.3%, and of dysarthria 73.1%. Significant weak and moderate correlations were found between frailty and dysarthria. The strongest negative correlation was found in atypical parkinsonism (r=-0.502; p=0.001) (MCPS), and in Parkinson’s disease (rs=-0.602; p=0.000) (CFS). Only in atypical parkinsonism a significant moderate negative correlation between dysphagia and nutritional status existed (r=0.547; p=0.000). Between dysarthria and nutritional status, the significant moderate positive correlation was verified in atypical parkinsonism (r=0.411; p=0.011). Conclusion: Dysphagia was significantly associated with frailty, in patients with neurodegenerative disorders, in the moment of admission, in a long-term care institution.
Introdução: A fragilidade é definida conceptualmente como um construto multidimensional, biopsicossocial e holístico em que existe perda de resiliência e vulnerabilidade a situações adversas de saúde, sendo habitualmente operacionalizada através da idade avançada e incapacidade funcional/física. No entanto, ainda não foi estabelecida uma definição consensual. Objetivos: O objetivo principal foi avaliar a correlação entre a fragilidade e a disfagia em pessoas com doenças neurodegenerativas, no momento de admissão numa instituição de cuidados de longa-duração. Os objetivos secundários foram descrever a frequência de fragilidade, estado nutricional, disfagia e disartria, assim como avaliar as relações entre disartria e fragilidade, entre disfagia e desnutrição e entre disartria e desnutrição. Materiais e Métodos: Realizou-se um estudo observacional retrospetivo. Os participantes foram selecionados do registo dos doentes consecutivamente admitidos no Campus Neurológico Sénior (CNS) com pelo menos uma doença neurodegenerativa. No momento de admissão, para avaliar a fragilidade foram aplicadas as escalas de Marigliano-Cacciafesta Polypathological Scale (MCPS) e a Clinical Frailty Scale (CFS), para a disfagia a Mann Assessment of Swallowing Ability (MASA), para o estado nutricional a Mini Nutritional Assessment (MNA) e para a disartria a Frenchay Dysarthria Assessment (FDA-2). Resultados: Foram incluídos 162 participantes com idade média de 74,1 anos dos quais 82,7% eram pessoas com síndromes parkinsónicos. Verificaram-se correlações significativas entre fragilidade e disfagia. A correlação mais forte, utilizando a MCPS foi no parkinsonismo atípico (r=-0,617; p=0,0001) e recorrendo à CFS, nos síndromes demenciais (rs=-0,570; p=0,011). A frequência de fragilidade foi de 74,7% (MCPS) e 73,5% (CFS), de desnutrição 11,1%, de disfagia 67,3% e de disartria 73,1%. Entre fragilidade e disartria, verificaram-se correlações significativas fracas e moderadas. A correlação negativa mais forte foi encontrada no parkinsonismo atípico (r=-0,502; p=0,001) (MCPS) e na Doença de Parkinson (rs=-0,602; p=0,000) (CFS). A única correlação significativa, moderada positiva entre disfagia e estado nutricional verificou-se no parkinsonismo atípico (r=0,547; p=0,000). Entre disartria e estado nutricional a correlação significativa, moderada positiva observou-se no parkinsonismo atípico (r=0,411; p=0,011). Conclusão: A disfagia está significativamente relacionada com a fragilidade, em pessoas com doença neurodegenerativa, no momento de admissão numa instituição de cuidados de longa-duração.
Introdução: A fragilidade é definida conceptualmente como um construto multidimensional, biopsicossocial e holístico em que existe perda de resiliência e vulnerabilidade a situações adversas de saúde, sendo habitualmente operacionalizada através da idade avançada e incapacidade funcional/física. No entanto, ainda não foi estabelecida uma definição consensual. Objetivos: O objetivo principal foi avaliar a correlação entre a fragilidade e a disfagia em pessoas com doenças neurodegenerativas, no momento de admissão numa instituição de cuidados de longa-duração. Os objetivos secundários foram descrever a frequência de fragilidade, estado nutricional, disfagia e disartria, assim como avaliar as relações entre disartria e fragilidade, entre disfagia e desnutrição e entre disartria e desnutrição. Materiais e Métodos: Realizou-se um estudo observacional retrospetivo. Os participantes foram selecionados do registo dos doentes consecutivamente admitidos no Campus Neurológico Sénior (CNS) com pelo menos uma doença neurodegenerativa. No momento de admissão, para avaliar a fragilidade foram aplicadas as escalas de Marigliano-Cacciafesta Polypathological Scale (MCPS) e a Clinical Frailty Scale (CFS), para a disfagia a Mann Assessment of Swallowing Ability (MASA), para o estado nutricional a Mini Nutritional Assessment (MNA) e para a disartria a Frenchay Dysarthria Assessment (FDA-2). Resultados: Foram incluídos 162 participantes com idade média de 74,1 anos dos quais 82,7% eram pessoas com síndromes parkinsónicos. Verificaram-se correlações significativas entre fragilidade e disfagia. A correlação mais forte, utilizando a MCPS foi no parkinsonismo atípico (r=-0,617; p=0,0001) e recorrendo à CFS, nos síndromes demenciais (rs=-0,570; p=0,011). A frequência de fragilidade foi de 74,7% (MCPS) e 73,5% (CFS), de desnutrição 11,1%, de disfagia 67,3% e de disartria 73,1%. Entre fragilidade e disartria, verificaram-se correlações significativas fracas e moderadas. A correlação negativa mais forte foi encontrada no parkinsonismo atípico (r=-0,502; p=0,001) (MCPS) e na Doença de Parkinson (rs=-0,602; p=0,000) (CFS). A única correlação significativa, moderada positiva entre disfagia e estado nutricional verificou-se no parkinsonismo atípico (r=0,547; p=0,000). Entre disartria e estado nutricional a correlação significativa, moderada positiva observou-se no parkinsonismo atípico (r=0,411; p=0,011). Conclusão: A disfagia está significativamente relacionada com a fragilidade, em pessoas com doença neurodegenerativa, no momento de admissão numa instituição de cuidados de longa-duração.
Descrição
Tese de mestrado, Neurociências, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina, 2022
Palavras-chave
Frailty Neurodegenerative disorders Dysphagia Parkinsonism Dementia Teses de mestrado - 2022
