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Evaluation of hair dyes influence on the epidermal barrier using an in vitro test

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Resumo(s)

The human being has the intrinsic desire to improve his appearance. Therefore, hair dyes have become a very popular product, which knows no gender or age barriers. According to statistics, more than 70% of women in developed world admit dyeing their hair at least once in their lifetime and most do so on a regular basis. Due to the extensive use of this type of products and their high chemical complexity, safety and legislation are very important aspects to ensure high standards of safety to consumers. Many users of these cosmetic products are not aware of the short-term and long-term effects they may cause. It is therefore important to study the influence these products can have on the skin, especially in the sensitization or irritation of the skin. This study aimed to study the influence of hair dyes on the epidermal barrier of the skin. The evaluation was performed indirectly using an in vitro model. Changes in the epidermal barrier were monitored through the measurement of TEWL, which is considered a criterion for the evaluation of skin barrier function. The first tests were performed using two controls: water as a negative control and a 20% SDS solution as a positive control. Subsequently, 10 different combinations were tested to evaluate the changes they can produced in the TEWL values, after their application, in relation to the basal values. It can be concluded that all the cosmetic products tested have a deleterious effect on the epidermal barrier of the skin, since all produced an increase in TEWL values. According to the results, there also appear to be no significant differences between the two brands tested and the effects produced on the epidermal barrier. Through this work, it was not possible to confirm the of involvement H2O2 in skin barrier disturbance, nor to relate the percentage and amount of H2O2 present in the formulation and the magnitude of the effects produced. The tests performed were considered insufficient to ascertain the relationship between the compounds tested and the effects produced on the skin, also not allowing elicit associations regarding a particular compound. On the other hand, the tests were performed using pig ear skin, which does not allow extrapolating results obtained for human skin.
O ser humano possui o desejo intrínseco de melhorar a sua aparência. As tintas para o cabelo tornam-se assim um produto cosmético muito popular, que não conhece barreiras de género ou etárias. A utilização de tintas para o cabelo remonta à época dos egípcios, há cerca de 4000 anos, onde as mulheres utilizavam um pó, feito a partir de folhas de henna, para pintar o cabelo, as unhas, ou até partes do corpo. Hoje em dia, podemos optar por pintar o cabelo em casa ou fazê-lo com um profissional num salão de cabeleireiros. Encontramos também ao nosso dispor uma grande variedade de cores, marcas e diferentes formas de colorir os nossos cabelos. Dentro desta categoria, as tintas permanentes possuem a maior quota de mercado, 80%. Existem inúmeras razões para a utilização de tintas para o cabelo, sendo a cobertura dos cabelos brancos apontada como a principal razão. Os aspetos psicológicos da transformação da cor do cabelo, relacionados muitas vezes com uma aparência mais jovem, são o principal impulsionador da utilização destes produtos cosméticos. De acordo com as estatísticas, mais de 70% das mulheres no mundo desenvolvido admitem pintar o seu cabelo pelo menos uma vez na vida e grande parte fá-lo de uma forma regular. Devido à extensa utilização deste tipo de produtos e à sua elevada complexidade química, a segurança e regulamentação são aspetos muito importantes para garantir elevados padrões de segurança para os consumidores. Em todo o mundo, a legislação de produtos cosméticos tem vindo a sofrer inúmeras mudança e a preocupação com os testes realizados em animais encontra-se no topo das prioridades. Na Europa, em 2003, foi publicada a 7ª Alteração à Diretiva de Cosméticos que estabeleceu a proibição de testes realizados em animais para ingredientes e produtos cosméticos acabados, bem como a proibição da sua comercialização. Em 2013, após um período de phasing out, esta lei entrou em vigor. Pelo contrário, na China, estima-se que todos os anos são usados entre 100.000 a 300.000 animais para testar produtos cosméticos. Em 2014, o governo chinês procedeu a algumas alterações e estabeleceu que para cosméticos comuns produzidos no próprio país, os testes em animais deixariam de ser um requisito obrigatório para a sua comercialização. Segundo as estimativas, a China tornar-se-á a maior potência mundial no que respeita ao mercado dos cosméticos, tornando-se preponderante terminar com os testes realizados em animais, sobretudo neste mercado. Muitos utilizadores destes produtos cosméticos não se encontram cientes dos efeitos que estes podem provocar, a curto e a longo prazo. Torna-se assim importante estudar a influência que estes produtos podem ter na pele, especialmente na sensibilização ou irritação da pele. Este trabalho teve como objetivo estudar a influência das tintas para o cabelo na barreira epidérmica da pele. A avaliação realizou-se indiretamente recorrendo a um modelo in vitro. Para a realização destes testes foi utilizada pele de orelha de porco, colocada em células de difusão de Franz. As alterações na barreira epidérmica foram monitorizadas através da medição da perda de água transepidérmica (TEWL), que é considerado um critério para a avaliação da função de barreira da pele. Os primeiros testes foram realizados utilizando dois controlos: a água como controlo negativo e uma solução de SDS com uma concentração de 20% como controlo positivo. Posteriormente, foram testadas 10 combinações diferentes de 8 cremes e quatro reveladores para avaliar a mudança produzida por estes nos valores de TEWL, após a sua aplicação, em relação aos valores basais, previamente medidos. Pode concluir-se que os todos os produtos cosméticos testados têm um efeito nocivo ao nível da barreira epidérmica da pele, uma vez que todos produziram um aumento nos valores de TEWL após a sua aplicação na pele. Segundo os resultados produzidos, parecem também não existir diferenças significativas entre as duas marcas testadas e os efeitos por estas produzidos ao nível da barreira cutânea. Através deste trabalho não foi possível confirmar a participação do H2O2 na perturbação da barreira da pele, nem relacionar a percentagem e a quantidade em que se encontra na formulação e a magnitude dos efeitos produzidos. Os testes realizados foram considerados insuficientes para averiguar a relação entre os compostos testados e os efeitos produzidos ao nível da pele, não permitindo também retirar elações acerca da relação entre um composto em particular e as mudanças verificadas na barreira epidérmica. Por outro lado, os testes foram realizados com recurso a pele de orelha de porco, o que não permite extrapolar os resultados obtidos para a pele humana.

Descrição

Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2017

Palavras-chave

Skin sensitization Hair dyes Transepidermal water loss Franz cells Mestrado Integrado - 2017

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