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Orientador(es)
Resumo(s)
A diversidade botânica - que o clima da cidade de Lisboa permite com a coexistência de diferentes espécies arbóreas autóctones e exóticas (oriundas dos mais diversos locais, desde o Norte da Europa até climas subtropicais) - para além do seu inestimável valor estético, favorece um habitat para a fauna, contribui para a biodiversidade, para a sustentabilidade e mitigação das alterações climáticas, desempenhando um papel crucial ao serviço dos ecossistemas urbanos. Os dados da diversidade arbórea da cidade de Lisboa empregues neste estudo, referentes aos jardins, parques e ruas de Lisboa, resultaram da ligação de dois projetos de investigação: o projeto "LX GARDENS - Jardins e Parques Históricos de Lisboa: estudo e inventário do património paisagístico", financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT); e o projeto "LX TREE- estudos especializados para a quantificação dos serviços de ecossistema que proporcionam as árvores de arruamento da cidade de Lisboa", no âmbito de um protocolo de cooperação entre o Centro de Ecologia Aplicada Prof Baeta Neves (CEABN-lnBIO), do Instituto Superior de Agronomia (ISA/Ulisboa) e o município de Lisboa (CML). No primeiro projeto, LX Gardens, foram inventariadas 27.610 árvores correspondentes a uma diversidade de 799 taxa referentes à composição de 64 jardins e parques públicos de Lisboa[1] e, no segundo projeto, LX Trees, quantificaram-se 109.879 exemplares de árvores de arruamento referentes a 469 taxa. No que se refere aos dados do LX Gardens, destacam-se oito espécies como mais abundantes, que são: Celtís australis, 0/ea europaea, Cupressus sempervirens, Platanus x hispanica, Pinus pinea, Franxinus angustifolia, Gereis si/iquastrum e Ligustrum lucidum. Por outro lado, em relação ao LX TREE, as oito espécies dominantes são: Celtís australis, Jacaranda mimosifolia, Platanus x hispanica, Ti/ia sp., Fraxinus angustifolia, Tipuana tipu, Acer negundo e Me/ia azedarach. Com base nos dados de ambos os projectos foi possível realizar análises da estrutura e composição do arvoredo, o que permitiu conhecer três séculos de plantações de árvores na cidade de Lisboa. Este conhecimento é importante para conhecer o passado, registar o presente e projetar o futuro do arvoredo urbano. Tendo em conta a permanente evolução e constante mudança em que vivemos e, atendendo também à incerteza causada pelas alterações climáticas e perda de biodiversidade, este estudo fornece diretrizes para o planeamento urbano e gestão do arvoredo. O inventário de todo o arvoredo de Lisboa constitui uma importante fonte de informação para um conhecimento aprofundado da adaptação da vegetação e uma ferramenta essencial para a gestão e manutenção dos espaços verdes urbanos, bem como da monitorização da biodiversidade e mitigação das alterações climáticas. No seu todo, este estudo contribui para o futuro de cidade alicerçado na sustentabilidade e resiliência, com mais conforto à população.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Cunha, A.R., Soares, A.L., Dias, S., Duarte, I.M., Nunes, L., Gaião, D., Brilhante, M., Vasconcelos, T., Forte, P., Romeiras, M.M., Rego, F.C. (2022). Árvores em números: o património arbóreo da cidade de Lisboa. In Pinto, M.A. et al. (ed.) Livro de resumos do 9º Congresso Florestal Nacional, p.103. Funchal: SPCF. [ebook, ISBN 978-972-99656-7-8] (Abstract publicado)
