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Warisflor e a escrita: o corpo como meio

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Resumo(s)

Este artigo tem como propósito falar da relação corpo e obra a partir da produção criativa de pessoas que tiveram ou têm alguma relação com a loucura. No que tange a análise, partirei das escritas de Warisflor, que é pessoa com esquizofrenia, para interrogar as imagens cristalizadas da loucura e do louco. Escritas essas que se iniciam como recomendação de seu psiquiatra e estremecem o domínio que os saberes médicos-científicos obtêm sob a loucura. As escritas de Warisflor levam-nos a interrogar quais tramas estão presentes nesse tipo de produção criativa, da pessoa com esquizofrenia, para além de uma ideia enquanto obra de arte. Sem intenções de decifrar o que é ou não obra de arte, visamos pensar o que há nas produções criativas que atravessam um corpo marcado pelo transtorno mental e que o transforma em corpo como meio.

Descrição

Palavras-chave

Esquizofrenia Escrita Transtorno Mental Dobra

Contexto Educativo

Citação

In: Convocarte, nº10 (set. 2020): Arte e loucura, p. 304-321

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Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa

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