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Publicação

A crítica de Derrida à teoria da significação de Husserl: a voz e o fenómeno e a primeira investigação lógica

dc.contributor.advisorFerreira, Manuel José do Carmo,1943-pt
dc.contributor.authorSimões, Luís Miguelpt
dc.date.accessioned2010-06-22T09:22:14Z
dc.date.available2010-06-22T09:22:14Z
dc.date.issued2008pt
dc.descriptionTese de mestrado em Filosofia apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2008pt
dc.description.abstractEsta dissertação estuda a crítica de Derrida n'A voz e o fenómeno à teoria realista e identitativa da significação (Bedeutung) de Husserl desenvolvida na Primeira Investigação lógica, a qual segundo o autor francês depende do primado filosófico do princípio da presença intuitiva. Acompanhamos a contestação da atribuição husserliana à significação de uma condição atemporal e de uma independência ontológica relativamente ao acto que a confere, a sua defesa de que a expressão e a significação não são absolutamente distinguíveis de, e incluem em si, conjuntamente, os seguintes factores indicativo-empíricos: 1) o elemento sensível do signo linguístico, som ou escrita, nomeadamente na expressão enquanto forma ideal da palavra; 2) a manifestação e comunicação da vivência e do acto que conferem a significação, nomeadamente na consciência expressiva enquanto tal; 3) o restante conteúdo sensível e empírico da experiência ligada ao acto intencional, seja sensitivo, perceptivo, imaginativo ou mediata e potencialmente intentado, nomeadamente na significação ela mesma. Seguimos depois a análise por Derrida dos argumentos de Husserl para a exclusão da sensibilidade do signo da expressão, da comunicação da consciência expressiva, e aparentemente da expressão não objectivante do domínio da verdadeira expressão; discutimos os dois argumentos husserlianos a favor da idealidade pura da significação que não se desenvolvem totalmente de acordo com os princípios metodológicos por si afirmados da apreensão imediata‟ e da evidência‟; abordamos o tratamento pelo autor francês do problema que as expressões subjectivas e ocasionais colocam à posição husserliana; a visão de Derrida sobre a função da intuição na teoria husserliana da constituição da idealidade e da identidade da significação; a sua tese da impossibilidade da pontualidade pura do presente temporal e da positivação da possibilidade infinita da repetição, consideradas por si condições daquela constituição no processo de abstracção; a sua concepção da função da linguagem no processo de diferenciação e repetição que segundo ele impede a constituição da idealidade e identidade puras, estudando aí os conceitos de traço, diferança (différance) e suplementaridade de origem; finalmente, a sua hipótese de que a escrita é uma abertura comum da morte e da idealidade.pt
dc.description.abstractThis dissertation studies Derrida's criticism in The voice and the phenomenon of Husserl's realistic and identitative theory of meaning (Bedeutung) developed in the First Logical investigation, wich according to the french author depends on the philosophical primacy of the principle of intuitive presence. We accompany the contestation of the husserlian attribution to the meaning of an atemporal condition and of an ontological independence from the meaning conferring act, his defense of the thesis that expression and meaning are not absolutely distinguishable of, and include in themselves, conjunctly, the following empirical-indicative factors: 1) the sensible element of the linguistic sign, sound or writing, namely in the expression as the ideal form of the word; 2) the manifestation and communication of the experience and act that confer the meaning, namely in the expressive conscience as such; 3) all other sensible and empirical content of experience, be it sensational, perceptive, imaginative or potentially and mediatelly intended, namely in the meaning itself. We follow afterwards Derrida's analysis of the husserlian arguments for the exclusion of the sensibility of sign from expression, of communication from expressive consciousness, and apparently of non-objectifying expression from the domain of true expression; we discuss two husserlian arguments for the pure ideality of meaning that do not develop entirely in accordance with the methodological principles by himself affirmed of immediate apprehension‟ and evidence‟; we approach Derrida's treatment of the problem raised by subjective and occasional expressions as regards Husserl's position; Derrida's vision of the function of intuition in the husserlian theory of constitution of pure ideality and identity of meaning; his thesis of the impossibility of pure punctuality of temporal present and of positiveness of the possibility of infinite repetition, by him considered as conditions of that constitution in the abstraction process; his conception of the function of linguistic sign in the differenciation and repetition process that according to him impedes the constitution of pure ideality and identity, then studying the concepts of trace, differance ( différance‟) and supplementarity of origin; finally, his hypothesis that writing is a common opening of death and ideality.pt
dc.formatapplication/pdfpt
dc.identifier.urihttp://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000538474pt
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10451/503
dc.language.isoporpt
dc.subjectDerrida, Jacques, 1930-2004pt
dc.subjectHusserl, Edmund, 1859-1938pt
dc.subjectFilosofia - França - séc.20pt
dc.subjectFilosofia - Alemanha - séc.19-20pt
dc.subjectFenomenologiapt
dc.subjectSignificação (Filosofia)pt
dc.titleA crítica de Derrida à teoria da significação de Husserl: a voz e o fenómeno e a primeira investigação lógicapt
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt
rcaap.typemasterThesispt

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