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A avaliação escolar : evolução e descontinuidades : desde 1836 até aos nossos dias

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Resumo(s)

Este estudo debruça-se sobre a avaliação em Portugal, desde 1836 até à época actual, e pretende compreender a vertente teórica das práticas avaliativas do período. A problemática que gerou o ponto de partida deste trabalho surgiu na sequência da minha vida profissional, dado que os problemas, as dúvidas, as hesitações que diariamente me é dado captar nas escolas acerca da avaliação dos alunos, me levaram a querer saber mais e a desejar perceber a linha evolutiva da avaliação escolar dos nossos sistemas de ensino. Outro vector que me levou a enveredar por este campo é o lugar de relevo que nos dias de hoje a avaliação ocupa nos estudos de Ciências da Educação, sendo considerada por muitos estudiosos como factor decisivo de mudança das práticas de ensino. Realizadas as primeiras leituras de tipo exploratório, balizei o meu trabalho, tomando como ponto de partida a criação dos liceus por Passos Manuel (1836) e terminando com a abordagem do novo modelo de avaliação dos alunos do ensino básico e secundário da década de noventa (ano de 1992 para o ensino básico e 1993 para o secundário), resposta avaliativa que o governo português encontrou para o momento histórico da integração de Portugal na Comunidade Europeia. A questão central que se colocou neste trabalho foi verificar quais os conceitos de avaliação que se sucederam nos nossos sistemas de ensino, considerando o período temporal previamente balizado. Outra questão foi analisar as influências do sistema político português e princípios ideológicos nos conteúdos curriculares e na avaliação como parte integrante do currículo/sendo este o motivo que levou a que relativamente a cada período se procedesse à valorização da análise dos contextos políticos, procurando compreender de que forma os mesmos podem ser relacionados, destacando conexões, mas também inconsistências que, por ventura, se possam detectar. Outra problemática subjacente a este trabalho foi situar os momentos de ruptura e de fraccionamento, procurando as razões justificativas dos mesmos. Por último, quero assinalar que mais do que conclusões certas e seguras procurei antes pontos de problematização que constituíssem futuras hipóteses de trabalho, passíveis de serem de novo retomadas e problematizadas. (...)

Descrição

Tese de mestrado em Ciências da Educação (Teoria do Desenvolvimento Curricular) apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 1996

Palavras-chave

Teses de mestrado - 1996 Educação - Investigação Avaliação dos alunos Inovação educativa Ensino secundário Reforma educativa

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