Publicação
A Guerra Guardada. Fotografia de Soldados Portugueses em Angola, Guiné -Bissau e Moçambique, 1961 -1974
| dc.contributor.author | Antunes, Maria José Lobo | |
| dc.contributor.author | Ponte, Ines | |
| dc.date.accessioned | 2025-08-01T11:01:54Z | |
| dc.date.available | 2025-08-01T11:01:54Z | |
| dc.date.issued | 2024 | |
| dc.description.abstract | Entre 1961 e 1974, cerca de um milhão de homens foram mobilizados para Angola, Guiné -Bissau e Moçambique. Recrutados em Portugal ou nas colónias, defrontaram aproximadamente 30 mil combatentes dos movimentos de libertação. Apesar da magnitude do conflito em que o regime do Estado Novo obrigou os combatentes a lutar, a guerra colonial portuguesa é um tema sobre o qual há ainda um longo caminho a percorrer. A ausência de uma política de memória consistente e o gradual desaparecimento dos testemunhos de quem a viveu em primeira mão fazem com que a última guerra europeia de descolonização surja como uma sombra incómoda na esfera pública portuguesa. Durante 13 anos, milhares de jovens mobilizados para Angola, Guiné -Bissau e Moçambique tiraram fotografias daquilo que os rodeava: os camaradas, os quartéis, as paisagens, o quotidiano, as populações civis, o aparato e as operações militares. Estas imagens escaparam à censura do regime, e foram guardadas ou enviadas pelo correio como provas de vida à distância. Afastados das regras que condicionavam a imagem oficial do conflito, os soldados captaram retratos do seu tempo em África. Alguns destes homens construíram laboratórios improvisados, vários frequentaram lojas de fotografia que floresceram com a procura gerada pela guerra, muitos compraram e trocaram imagens. Assim, construíram os seus arquivos fotográficos pessoais. Mais de seis décadas após o início do conflito, algumas colecções de antigos soldados foram destruídas pelos seus proprietários, como se o passado se pudesse apagar nesse gesto. Outras, com o desaparecimento dos seus donos, vão ficando órfãs. Muitas sobrevivem ainda, conservadas em álbuns ou em caixas, analógicas ou digitalizadas, e são mostradas em círculos restritos ou partilhadas nas redes sociais. Dispersas um pouco por todo o país, retratam um tempo e um espaço distantes, e mostram uma guerra vivida mas também imaginada. Banais ou extraordinárias, revelam os muitos mundos de uma guerra longa e anacrónica que foi mandada combater pela ditadura. É através destes testemunhos visuais da descoberta de outro continente, do quotidiano e das muitas formas de sobreviver às incertezas da guerra que propomos olhar os últimos anos do colonialismo português e os seus impactos na sociedade portuguesa. | pt_PT |
| dc.description.version | info:eu-repo/semantics/publishedVersion | pt_PT |
| dc.identifier.citation | Antunes, M. J. L. & Ponte, I. (eds.) (2024). A guerra guardada. Fotografia de soldados portugueses em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, 1961-1974. Lisboa: Tinta-da-China | pt_PT |
| dc.identifier.isbn | 9789896718442 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.5/102618 | |
| dc.language.iso | por | pt_PT |
| dc.publisher | Tinta-da-China | pt_PT |
| dc.title | A Guerra Guardada. Fotografia de Soldados Portugueses em Angola, Guiné -Bissau e Moçambique, 1961 -1974 | pt_PT |
| dc.type | book | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| person.familyName | Lobo Antunes | |
| person.familyName | Ponte | |
| person.givenName | Maria José | |
| person.givenName | Ines | |
| person.identifier.ciencia-id | 341C-1804-9532 | |
| person.identifier.ciencia-id | 7A1D-21A1-8CB7 | |
| person.identifier.orcid | 0000-0001-7657-7947 | |
| person.identifier.orcid | 0000-0001-8258-2646 | |
| person.identifier.scopus-author-id | 57201331837 | |
| rcaap.rights | restrictedAccess | pt_PT |
| rcaap.type | book | pt_PT |
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