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O impacto das ondas de calor e temperaturas extremas na saúde

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As alterações climáticas conduzem a mudanças na frequência, intensidade, extensão espacial, duração e altura do ano em que ocorrem eventos meteorológicos e climáticos extremos. Apesar de o clima ser naturalmente variável, as alterações climáticas podem causar eventos extremos sem precedentes. Estes eventos incluem ondas de calor, de frio, precipitação forte, seca ou ciclones. Este capítulo centra-se sobretudo no primeiro. Das diversas ameaças que as alterações climáticas colocam à saúde, a exposição a temperaturas elevadas tem sido a mais mortífera, sendo que se considera muito provável que haja um aumento da frequência, intensidade e duração de ondas de calor na maior parte das áreas terrestres. Embora seja expectável que os invernos se tornem mais amenos e as vagas de frio tenham ocorrências menos frequentes, a sua possível maior intensidade não as torna menos ameaçadoras, estando a exposição ao frio também associada a números significativos de fatalidades. Cerca de 30% da população mundial já foi exposta a temperaturas extremas causadoras do aumento da mortalidade e esta percentagem poderá crescer para 74% em 2100, caso se verifique uma intensificação das emissões de gases com efeito de estufa.

Descrição

Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Horta, A. (2023). O impacto das ondas de calor e temperaturas extremas na saúde. In Return on Ideas (ed.), Riscos climáticos e a saúde dos portugueses: futuro(s) por imaginar e construir, pp. 155-167. Lisboa: Medis - Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, SA

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Medis - Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, SA

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