| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 9.12 MB | Adobe PDF | |||
| 8.14 MB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
A sociedade actual abre-nos o contacto a realidades cada vez mais amplas e complexas,
em permanente mutação, nomeadamente por influência do acesso exponencial à informação,
generalizada e descentralizada.
Os desafios que estas transformações, tão rápidas e variadas, desencadeiam, exigem dos
indivíduos e das organizações um esforço constante de adaptação e de reinvenção de novas
estratégias de mudança.
Neste contexto, também as organizações de saúde estão sujeitas a múltiplas formas de
pressão, no sentido de um ajustamento permanente às transformações sociais, politicas,
culturais e tecnológicas que se verificam de uma forma cada vez mais acelerada.
Com efeito, a actuação e estruturação do sistema de saúde tende a orientar-se,
sobretudo, para novos modelos de organização económica e social, designadamente por
influência de um aumento do grau de intervenção e de pressão dos agentes extra
organizacionais e da necessidade de uma maior flexibilidade e rapidez de resposta aos
problemas.
Do mesmo modo, a aceleração dos ciclos científico e tecnológico, e a necessidade de
novas formas de organização do trabalho, determinam a exigência de uma maior e melhor
qualificação, quer no aumento das competências técnicas, capacidades de inovação e
cooperação multidisciplinar, quer no desenvolvimento das competências cultural e relacional.
Esta complexidade tecnológica e cultural impõe grandes desafios no dominio
profissional, exigindo um esforço constante de formação que, a par de outras estratégias,
constitui um dos factores privilegiados para uma melhor prestação de serviços de saúde à
comunidade, na medida em que faz apelo aos conhecimentos, à autonomia, à adaptabilidade e criatividade dos profissionais.
Neste contexto, as concepções de formação pouco articuladas com as situações de
trabalho, que mobilizam, sobretudo, saberes de tipo disciplinar, utilizando como modalidade pedagógica única a formação em sala, revelam-se insuficientes para responder a esses novos
desafios.
Deste modo, a função de mediação que a formação tem exercido entre a satisfação
pontual de necessidades individuais e as necessidades de desenvolvimento da organização,
tende a modificar-se no sentido de uma maior integração e articulação entre esses diversos
níveis de necessidades, potenciando a emergência de novas práticas de formação, numa
perspectiva de co-investimento (Carré e Vidal, 1988), onde se procuram criar dinâmicas de
aproximação entre o desenvolvimento dos indivíduos e a performance global das organizações.
No grupo hospitalar onde desenvolvemos a presente investigação assiste-se também a
uma transformação do papel e das práticas de formação contínua, pois que esta tende a ser
encarada como um investimento, integrada na decisão política e na estratégia global desta
organização.
Assim, os planos de formação tendem a deixar a lógica de «catálogo», para se
orientarem para a identificação de «situações problema», cuja resolução, a par de outros
meios, seja passível de intervenção formativa. Decorrente dessa procura de novas vias de
intervenção, assiste-se, cada vez mais frequentemente, a uma articulação (ou mesmo a uma
simbiose) entre o campo de formação e o campo de trabalho, de onde emergem, para além de
formação em sala, modalidades formativas diversificadas, como estágios, visitas, formação
entre pares, formação acção, entre outras.
Apesar dessa maior integração entre formação e trabalho, constatamos que nem sempre
as mudanças de comportamentos que ocorrem durante as actividades formativas são aplicadas
na prática profissional, pois a transferência desses comportamentos para situações de trabalho
nem sempre é concretizada, devido, em nossa opinião, a diversos factores quer de ordem
organizacional, quer pedagógica, quer mesmo pessoais. (...)
Descrição
Dissertação de Mestrado em Ciências da Educação, Área de Pedagogia da Saúde, 1996
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1996 Pedagogia Pedagogia da saúde Formação profissional Formação-acção Mudança organizacional Estudos de caso
