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2022 - FA - 0990039558 - Mara Correia TM.pdf465.42 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Resumo(s)

Esquecidas no golfo da guiné, as ilhas de São Tomé e Príncipe são marcadas pela sua relação entre terra e mar e pelo território natural endémico transformado pelos diversos ciclos de crescimento e desenvolvimento demográfico, que deram origem às Roças. Governada por senhores Portugueses e mantida por mão de obra escrava, a Roça, no território Santomense, trouxe grandes avanços tecnológicos e económicos. Atualmente, contudo, carrega apenas a memória destes períodos, entre muros caídos e comunidades menos favorecidas. É conhecido que em contextos de escassos recursos económicos, o património construído é transferido para segundo plano nas prioridades das populações e esquecido o seu potencial enquanto catalisador para o desenvolvimento. É neste contexto de fraca valorização do território e de dependência do país em ajudas externas que se pretende, com este projeto inverter esse processo, recorrendo à memória das roças enquanto “motores” da economia do país. Deste modo, o projeto que aqui se apresenta tem como intuito, através da arquitetura, fomentar um novo sector na economia, que se acredita ser capaz de inverter a instabilidade económica e melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes.Centrado numa antiga Roça exportadora debruçada sobre o mar, o projeto foca-se sobre o fecho de um traçado urbano perdido no tempo. Testemunho da identidade do conjunto urbano e homenageia a memória deste lugar vazio e esquecido, através da (re)conexão com a vila; entendendo que um momento perdido na história da roça surge como solução para toda a sua restruturação e emancipação. Sobre um muro caído e esquecido no tempo, agora barreira para o mar, ergue-se uma nova visão de valor para a atividade piscatória, capaz de criar riqueza para as comunidades e para o arquipélago. Propõe-se, simultaneamente, um repensar sobre a vila e as suas carências, sempre que possível, preservando a imagem e a identidade do conjunto. Com base nos princípios do viver tropical, pretende-se que esta requalificação seja capaz de constituir a alavanca para repensar o possível futuro de Água-Izé e que seja um exemplo para as restantes Roças à procura de rumo.
Lost inshore the Gulf of Guinea and victims to the world’s oblivion, the archipelago of São Tomé e Príncipe is deeply moved by its relationship between land and sea; by its endemic natural riches, manipulated by centuries of demographic development and growth cycles, which resulted in the origin of Roças. Ruled by their Portuguese lairds, and kept in motion on the backs of slavery, São Tomé’s Roças have brought to the region a great deal of technological and economic achievements. However, nowadays their crumbling ruins and broken human fabrics grasp but a memory of its periods of growth. It is a given fact that, amidst hard economic scarcity, investment on urban and public structures fall in line of priorities, and its potential as a strong economic stimulus is completely overlooked. It is within the concerns of the poor territorial appreciation and dependency on external financial aid (that define São Tomé nowadays), that this project hopes to invert such tendencies – betting on a reinvented model of the t aditional roça as motor of economic progress. Through Architecture, the following assignment intends to encourage a new production sector to São Tomé, specifically planned to help fight social and economic instability, and give back a dignifying quality of life to its population. The project highlights a secular agricultural production roça looking over the Atlantic Ocean: it focuses on its broken urban plan, lost to the passage of time.Testimonial to the identity of the ensemble, it pays homage to the memory of this empty, forgotten place, through a (re)connection to the village. The project mirrors the insight that a single moment lost in its structure´s History can sprout an answer to its restructuration and upbringing. Over a collapsed seashore wall, now a visual and physical barrier, a new, fresh plan on the worth of the fishing activity unravels, committed to the service of the community and the islands. Action is also due towards the village, taking in consideration its needs, and preserving its image and identity as much as possible. Based on the grounds of the “tropical lifestyle”, this requalification design project assumes itself as a model to the future development of Água-Izé, and presents a possible parallel answer to the rest of the structures - adrift and abandoned.

Descrição

Palavras-chave

Arquitectura tropical Roça Memória Vazio Pesca

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Faculdade Arquitetura, Universidade Lisboa

Licença CC