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O tempo do espaço em branco : O lugar do kairos e do ócio numa pedagogia a partir da criação teatral

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Resumo(s)

A partir das características de vivência do tempo, contidas nos conceitos clássicos de kairos e otium, que têm na sua base a experimentação de um tempo qualitativo, pretende-se perceber de que forma é que estes têm evoluído e que espaço ocupam no nosso quotidiano, particularmente no que respeita à educação e aos processos de criação artística teatral. Através do cruzamento entre os processos criativos de encenadores de referência (João Brites, João Mota, Luís Miguel Cintra e Miguel Seabra), experiências autobiográficas e análise documental de diversos autores, a tese toma-se do objetivo de teorizar a possibilidade de concretização do conceito de espaço em branco (tempo vazio qualitativo a ser preenchido significativamente). Após identificar os conceitos e traçar as suas linhas de evolução, estabelecem-se as seguintes perguntas: de que forma é possível a construção no quotidiano de um espaço em branco?; como as ferramentas utilizadas nos processos criativos teatrais podem contribuir para a vida de um tempo qualitativo através da construção de espaços em branco? Para atingir os objetivos de reflexão e as possibilidades que se colocam às hipóteses levantadas, a monografia terá na sua base uma abordagem qualitativa que se desenvolve sobre uma metodologia autoetnográfica. Desta dissertação emerge uma configuração de estrutura que se caracteriza pela permanente discussão, gerada com um sustentáculo de jogo entre a interrogação e um solevar de possibilidades, alimentada no movimento de troca e contágio, fazendo gerar a transmutação do discurso. As conclusões do trabalho colocam, no essencial, hipóteses para a construção de linhas de atuação que permitam a presença de um tempo qualitativo, especificamente do espaço em branco, nomeadamente através do explorar da possibilidade de aprendizagem de comportamentos que viabilizem o usufruto destes conceitos.
Through the analysis of the characteristics of the experience of time contained in the classical concepts of kairos and otium, which are based on the experimentation of a qualitative time, one intends to understand how they have evolved and what space they occupy in our daily lives, particularly in regard to education and the processes behind theatrical creations. By intersecting the creative processes of selected directors (João Brites, João Mota, Luís Miguel Cintra and Miguel Seabra), autobiographical experiences and documentary analysis of several authors, the goal is to imagine the possibility of activating the concept of blank space (qualitative empty time to be filled significantly). After identifying the concepts and drawing lines of development, the focus is placed on the following questions: How is it possible to build the blank space in our everyday lives? – and – What tools used in creative theatrical processes can contribute to the experience of qualitative time through the construction of blank spaces? In order to attain the goals and possibilities raised by the hypotheses, the thesis is grounded in the approach based on an autoethnographic methodology. This dissertation emerges as a structural configuration characterized by the permanent discussion between the interrogations and the sum of possibilities, fed by the movement of exchange and contagion, that results in the permanent transmutation of discourse. The conclusions of this work aim to put forward hypotheses for constructing possible lines of action that allow the experience of qualitative time – the blank space specifically – through exploitations of learning behaviors that enable the realization/implementation of these concepts.

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Palavras-chave

Tempo Kairos Otium Espaço em Branco Processos Criativos Teatrais Time Blank Space Theatrical Creative Processes

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