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Resumo(s)
As relações económicas entre Portugal e as suas ex-colónias africanas (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) pautaram-se desde longa data e até 1974 por um tratamento preferencial (não isento de problemas e contradições) decorrente do tipo de relacionamento colonial. A publicação do Decreto-Lei n.° 44 016, de Novembro de 1961, pretendeu, agora de uma forma mais formal, criar uma zona de comércio livre a partir de 1962 entre Portugal e aqueles territórios: a integração económica nacional, ou o Espaço Económico Português1 . Após a independência das ex-colónias portuguesas em África, aqueles vínculos preferenciais acabaram2 e cada um destes novos países tomou opções políticas e económicas que determinaram as suas relações económicas externas. Simultaneamente, Portugal, que desde 1972 tinha em vigor um acordo de comércio com a CEE, enceta um processo de aproximação e, posteriormente, de integração nesse espaço económico europeu. Diante destas duas novas realidades, o que terá ocorrido ao nível do relacionamento económico bilateral? Que impacto e alterações se verificaram, por exemplo, no comércio externo ou no investimento português?
Descrição
Palavras-chave
Política económica Política internacional Ex-colónias africanas Cooperação económica internacional Comércio internacional Portugal África
Contexto Educativo
Citação
Ferreira, Manuel Ennes. (1994). "Relações entre Portugal e África de língua portuguesa: comércio, investimento e dívida (1973-1994)". Análise Social, Vol. XXIX (129): pp. 1071-1121. 1994.
Editora
Instituto de Ciências Sociais
