| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 245.74 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em Cair, Despencar, comparo duas velocidades de tempo, expressas pela diferença da velocidade entre dois sinônimos. O título segue a lógica do tema: o cair acelera até despencar. Essa relação entre ordem das palavras e movimento no tempo e no espaço é a base da minha investigação sobre como os conceitos de tempo e cronologia afetam a linguagem e a semiologia. Vinculo as noções de tempo infinito e a obra de arte— como proposto por Marcel Proust em Le Temps Retrouvé e Du Côté de Chez Swan — numa perspectiva escultural, para fornecer um referente físico ao considerar questões metafísicas. Através da minha análise, crio um inventário de conceitos para entender e questionar a organização periódica da arte, bem como a tendência mais ampla de impor ordem via cronologia. Uso a desordem como uma ferramenta para desequilibrar as estruturas da linha do tempo histórica da arte, a fim de propor uma compreensão não teleológica do tempo, que desfaz o cânon e rompe para flutuar como um fenômeno livre de cronologia.
Descrição
Palavras-chave
Cronologia Tempo Movimento Despencar Escultura
Contexto Educativo
Citação
In: Convocarte, nº8 (set. 2019): Arte e Tempo, p. 221-232
Editora
Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
