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Giant cell arteritis and cardiovascular disease : a review

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Resumo(s)

Giant cell arteritis (GCA) is a systemic autoimmune inflammatory disease that by definition occurs in people over the age of 50 years. Several triggers have been suggested but until now, no single agent has been identified. When such an environment trigger operates in a genetically predisposed individual, the activation of vascular wall dendritic cells leads to a syndrome where both systemic inflammation and vascular remodelling take place, giving rise to a myriad of signs and symptoms and predisposing patients to an increased risk of cardiovascular events. Several studies recently published proved that myocardial infarction, strokes, peripheral artery disease and aortic aneurysms are more frequent in patients with GCA than in sex and agematched individuals. This risk also seems to be greater in the first five years after the diagnosis, probably due to higher disease activity in this period. In the absence of guidelines on the control of cardiovascular risk factors in these patients, we conclude that ultimately it remains the responsibility of each physician to carefully monitor patients with GCA in order to prevent early deaths from cardiovascular events by controlling the classical cardiovascular risk factors such as arterial hypertension, dyslipidemia, diabetes mellitus, tobacco smoking, obesity and sedentarism. Imaging studies probably have an important role in ruling out aortic aneurysms during the disease follow-up, since this late complication is typically asymptomatic until an acute and potentially fatal complication takes place.
A arterite de células gigantes (ACG) é uma doença inflamatória sistémica que por definição ocorre em pessoas acima dos 50 anos de idade. Diversos fatores de desencadeamento da doença foram já sugeridos, mas até agora ainda nenhum específico foi identificado. Quando um tal fator ambiental atua num indivíduo geneticamente predisposto, a ativação de células dendríticas leva a uma síndrome onde quer a inflamação sistémica, quer a remodelação vascular ocorrem, desencadeando um conjunto de sinais e sintomas e predispondo os doentes a um risco aumentado de eventos cardiovasculares. Diversos estudos recentemente publicados provaram que o enfarte agudo do miocárdio, os acidentes vasculares cerebrais, a doença arterial periférica e os aneurismas da aorta são mais frequentes em doentes com ACG do que em controlos ajustados para a idade e sexo. Este risco também parece ser mais elevado durante os primeiros cinco anos após o diagnóstico, provavelmente devido a uma maior atividade da doença durante este período. Na ausência de guidelines sobre o controlo dos fatores de risco cardiovascular nestes doentes, concluímos que fica à responsabilidade de cada médico monitorizar cuidadosamente os fatores de risco cardiovascular clássicos como a hipertensão arterial, dislipidémia, diabetes mellitus, tabagismo, obesidade e sedentarismo. Os exames de imagem provavelmente têm um papel importante em excluir aneurismas da aorta em contexto de follow-up, já que esta complicação é tipicamente assintomática até que ocorra uma complicação aguda e potencialmente fatal.

Descrição

Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2016

Palavras-chave

Arterite de células gigantes Doenças cardiovasculares Doenças autoimunes

Contexto Educativo

Citação

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