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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Tomando a ideia de que foi da noite que nascemos, enquanto humanidade, a partir de um incĂȘndio invisĂvel, misterioso e fulminante, que dois seres permitiram, abrindo-nos a possibilidade de ser, pensarei a experiĂȘncia de se estar vivo â que mantĂ©m viva essa vida, ou essa chama, que nos entregaram â, a partir do reacendimento de fogos (invisĂveis), que lembram sempre o primeiro do qual nĂŁo temos memĂłria, atravĂ©s de dois caminhos distintos, mas que se abraçam em todos os instantes â o amor e a arte. O pensamento sobre o fazer da imagem fotogrĂĄïŹca analĂłgica, no interior de uma cĂąmara escura, junta-se Ă reïŹexĂŁo sobre a origem do ser, que se dĂĄ tambĂ©m numa noite anterior, e Ă falta de uma imagem para tal cena â como desenvolverei ancorada essencialmente no pensamento de Pascal Quignard â, repercutindo a passagem invisĂvel que nos inicia, ainda sem linguagem, no Ăąmago do mundo. Desta forma, nĂŁo serĂĄ no ato de nascer ou no momento da revelação da imagem que me focarei, mas, sim, no instante preciso em que se dĂĄ o incĂȘndio potenciador sobre o papel virgem, que, sensibilizado, passa a acolher a imagem latente. Esse fogo criador serĂĄ sempre uma zona de penumbra na nossa memĂłria e um clarĂŁo que nos ofusca, de cada vez que o tentamos repetir.
Descrição
Dissertação de mestrado, Pintura, 2025, Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes.
Palavras-chave
IncĂȘndio invisĂvel Pascal Quignard Noite Amor FotograïŹa
