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Contra os leibnizianos, a favor de Leibniz? “Inato” e “a priori” em Kant

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O texto em pauta tem como objectivo discutir a suposta afinidade – tantas vezes propalada – entre o “inato” na concepção leibniziana e o “a-priori” como o compreende Kant. A literatura a respeito, se não exatamente copiosa face a outros temas da Kant-Forschung, é ao menos antiga, remontando, com efeito, ao final do século XVIII, e, portanto, aos primeiros comentários sobre a filosofia recém-chegada (favoráveis ou contrários a ela), publicados em boa medida no Philosophisches Magazin do leibniziano J. A. Eberhard, mas também aos “dicionários” (C.C.E.Schmid; 1786) e “dicionários enciclopédicos” (G.S.A. Mellin; 1797-1804) que já então se propunham a de algum modo suavizar o acesso ao idealismo transcendental. Aquela suposta afinidade – “ainda hoje um clichê corrente” (M.Oberhausen; 1997) –, ela, aqui, será, então, principalmente enfocada por meio dessa literatura inaugural, base de muito equívoco a propósito do “a-priori” kantiano.

Descrição

Palavras-chave

Filosofia Leibniz, Gottfried Wilhelm, 1646-1716 - Crítica e interpretação Kant, Immanuel, 1724-1804 - Crítica e interpretação A Priori

Contexto Educativo

Citação

Marques, Ubirajara R. de Azevedo, " Contra os leibnizianos, a favor de Leibniz? “Inato” e “a priori” em Kant", Philosophica 37 (Abril 2011): 95-107.

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Edições Colibri / Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa