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Melhores excipientes e formulações em neonatologia
| datacite.subject.fos | Ciências da Saúde | pt_PT |
| dc.contributor.advisor | Almeida, António José Leitão das Neves | |
| dc.contributor.advisor | Duarte, Dinah Marçal Verdugo | |
| dc.contributor.author | Patrício, Mariana Isabel Pereira | |
| dc.date.accessioned | 2022-09-13T11:43:57Z | |
| dc.date.available | 2023-07-16T00:31:00Z | |
| dc.date.issued | 2021-07-16 | |
| dc.date.submitted | 2021-05-28 | |
| dc.description | Tese de mestrado, Regulação e Avaliação do Medicamento e Produtos de Saúde, 2021, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia. | pt_PT |
| dc.description.abstract | A neonatologia é uma área pediátrica constituída por indivíduos vulneráveis, que apresentam sistemas fisiológicos ainda não totalmente desenvolvidos. A imaturidade dos seus órgãos e sistemas metabólicos traduzem-se em características fisiológicas distintas das dos adultos, e consequentes respostas farmacológicas diferenciadas. Estas características especiais tornam limitada a evidência científica e fontes de informação facultadas aos profissionais de saúde, sendo que, de forma adicional, a inclusão dos recém-nascidos em ensaios-clínicos não é usual, o que origina um reduzido desenvolvimento e disponibilização de alternativas terapêuticas apropriadas a esta subpopulação. Perante uma necessidade terapêutica onde não existem alternativas aprovadas no mercado em causa, é apresentado como solução a manipulação de especialidades farmacêuticas destinadas a adultos ou ainda o uso “off-label” de medicamentos. Não sendo consideradas práticas proibidas, e não existindo orientações formais e consensuais sobre a prescrição e formulação, esta conduta é baseada muitas vezes em práticas clínicas pessoais, de médicos e farmacêuticos, sujeitas a problemas de ineficácia terapêutica, estabilidade, toxicidade, formulações inadequadas à idade, entre outros. Durante muito tempo os excipientes foram considerados como substâncias “farmacologicamente inativas”, ou de reduzida toxicidade, auxiliando apenas a substância ativa em fenómenos de solubilidade e/ou estabilidade. No entanto, foi necessário surgirem casos de desenvolvimento de reações adversas, morbilidades, e até mesmo mortes de recém-nascidos para se constatar que as propriedades ou quantidades de excipientes presentes nos medicamentos eram nocivos a esta subpopulação, e que não era apropriada na população pediátrica a administração de medicamentos para adultos. Adicionalmente, a forma farmacêutica e/ou via de administração selecionada(s) foram tornando-se também fatores relevantes, pois os recém-nascidos não são capazes de deglutir os comprimidos desenhados para adultos e o volume para administração parentérica pode ser inadequado a esta subpopulação pediátrica. O reconhecimento dos riscos de segurança a que os recém-nascidos são expostos, e a escassa evidência científica disponível sobre a exposição desta subpopulação a excipientes, promoveu a criação de um conjunto de iniciativas e desenvolvimento de estudos investigacionais, como o projeto SEEN e a base de dados STEP, com o intuito de informar e permitir o desenvolvimento de formulações pediátricas mais seguras e adequadas à idade. Outros estudos revelaram ainda a necessidade de desenvolver formas farmacêuticas apropriadas à administração nos recém-nascidos como formulações líquidas de libertação controlada, comprimidos de tamanhos reduzidos, entre outros. Contudo, a neonatologia é ainda uma área em que a terapêutica é maioritariamente casuística, sendo potencialmente necessária uma atenção dedicada a nível regulamentar, em virtude dos inerentes riscos de segurança na utilização de medicamentos nesta subpopulação pediátrica. Por este motivo, foi realizada uma análise das abordagens regulamentares existentes nos Estados Unidos da América e na Europa, o que permitiu realçar eventuais medidas de apoio regulamentar ao desenvolvimento e disponibilização de melhores excipientes e formulações em neonatologia. | pt_PT |
| dc.description.abstract | Neonatology is a paediatric area comprising vulnerable human beings, who require special care, and who present physiologic systems still in development. The immaturity of the organs and metabolic systems translates into physiologic characteristics distinct from those of adults and, consequently, the pharmacological response will be different. These unique characteristics restrain the development of scientific evidence and sources of information available to healthcare professionals. Additionally, the inclusion of newborns in clinical trials is not usual, which provokes a scarce development and availability of therapeutic alternatives appropriated to this subpopulation. In the situation of a therapeutic necessity whose treatment is not approved or available in the market, the manipulation of medicines intended for adults or their use off-label seems to be the only way to overcome the absence of marketed drugs and cover the needs of infants. These practices are not prohibited and considering that there are no formal and consensual orientations about prescription and formulations, these are frequently set up on background knowledge from physicians and pharmacists and personal clinical experience, exposing newborns to potential problems of therapeutic inefficacy, stability, toxicity, formulations not age-appropriated, among others. For decades excipients were considered pharmacologically inactive substances, or with reduced toxicity, acting as mere vehicles, helping the active substance in solubility and stability matters. However, cases of severe adverse reactions, morbidities, and even deaths of newborns, determined that the excipient’s properties or quantities presented in medicines were harmful to this subpopulation, and that the administration of medicines designed for adults in the paediatric population was not adequate. Additionally, dosage form design and the route of administration selected become relevant aspects during formulation, since newborns cannot swallow the drugs specially designed for adults and the volume for parenteral administration could be inadequate for this paediatric subpopulation. The recognition of the safety risks to which newborns were being exposed, and the limited scientific evidence available on their exposure to excipients, promoted the development of a set of initiatives and investigational studies, as the SEEN project and the STEP Database, aiming at informing and allowing the development of safer and age-appropriate paediatric formulations. Other studies also revealed the necessity of the development of pharmaceutical dosage forms appropriated to the newborns, as sustained-release liquid suspensions, tablets with reduced size, among others. However, neonatology is still an area where the therapeutic is mostly casuistic, being potentially necessary dedicate attention at a regulatory level, due to inherent safety risks on the use of medicines in this paediatric population. For this reason, the regulatory approaches in force in the United States of America and in Europe were analysed, which allowed highlight which measures can be created to develop and provide better excipients and formulations in neonatology. | pt_PT |
| dc.description.sponsorship | Com o patrocínio da Faculdade de Farmácia, Universidade de Lisboa. | pt_PT |
| dc.identifier.tid | 203014618 | pt_PT |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10451/54449 | |
| dc.language.iso | por | pt_PT |
| dc.subject | Neonatologia | pt_PT |
| dc.subject | Formulações | pt_PT |
| dc.subject | Excipientes | pt_PT |
| dc.subject | Uso off-label | pt_PT |
| dc.subject | Teses de mestrado -2021 | pt_PT |
| dc.title | Melhores excipientes e formulações em neonatologia | pt_PT |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| rcaap.embargofct | Esta tese aguarda a publicação dos resultados obtidos. | pt_PT |
| rcaap.rights | openAccess | pt_PT |
| rcaap.type | masterThesis | pt_PT |
| thesis.degree.name | Mestrado em Regulação e Avaliação do Medicamento e Produtos de Saúde | pt_PT |
