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Orientador(es)
Resumo(s)
A obesidade Ć© hoje uma epidemia ācivilizacionalā. Acarreta graves consequĆŖncias, quer pela significativa morbilidade e mortalidade a que estĆ” associada, quer pelos recursos económicos que sĆ£o utilizados no seu controlo. Urge encontrar novas formas de intervenção, sendo que o aprofundar do conhecimento da sua fisiopatologia serĆ” sem dĆŗvida fundamental. Muito hĆ” ainda por desvendar. EstĆ” ultrapassado o modelo simplista āmaior ingestĆ£o do que consumoā, e o adipócito jĆ” nĆ£o Ć© visto como um āarmazĆ©m calóricoā passivo mas como cĆ©lula endócrina e imunitĆ”ria, com ampla capacidade de interacção com outras cĆ©lulas, de modo parĆ”crino e endócrino. Sobre a metainflamação do tecido adiposo, ocorreu nas Ćŗltimas dĆ©cadas uma grande
expansão do conhecimento. Contudo, permanece por identificar o que desencadeia a resposta inflamatória inicial. Provavelmente a exposição crónica a nutrientes ultrapassa a capacidade do tecido adiposo de os metabolizar, induzindo disfunção adipocitÔria à escala organelar, que se traduz por um aumento de produção de adipocinas inflamatórias que convocam linfócitos, que desencadeiam sinergicamente com os adipócitos uma invasão macrofÔgica disfuncional, capaz de transformar a própria estrutura do tecido adiposo, processo conhecido como remodeling. Assim, para além das novas hipóteses terapêuticas, estão a abrir-se portas para novos métodos de estadiamento a obesidade, que reflictam de forma mais fidedigna o grau da
perturbação inflamatória e que permitam uma intervenção clĆnica mais satisfatória.
Descrição
Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2014
Palavras-chave
Obesidade
