| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 3.86 MB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
Numa época em que a investigação tem procurado abordar as
variadíssimas vertentes do processo educativo, “escalpelizando” mais ou
menos minuciosamente as muitas variantes e “actores” do processo, a área
relativa à componente “Família” apresenta-se como uma espécie de
“parente pobre”, de território mais ou menos obscuro que se sabe estar lá,
mas no qual poucos se atrevem a viajar por falta de bússola ou de
quaisquer outros pontos referenciais de orientação.
Com efeito, as relações entre a escola e a família têm-se pautado
por hesitações e oscilações, por desconfianças, por alheamentos e
indiferenças mútuas, por inimizades mais ou menos declaradas, por
ataques e contra-ataques, como se entre professores e pais fosse
absolutamente impossível a convergência de interesses ou a existência de
pontos de contacto nos objectivos. E contudo, uns e outros, todos nos
apercebemos da importância da participação activa e actuante dos pais
como actores do processo, e até pressentimos que uma comunicação
activa, aberta e biunívoca entre pais e professores é (será) um contributo
importantíssimo para o sucesso escolar das crianças.
Por outro lado, a evolução social, verificada sobretudo nas duas
últimas décadas, ao provocar alterações drásticas em todo o tecido social,
afectou profundamente a escola: por um lado, a organização do trabalho e
os hábitos de vida urbanos lançaram para a escola competências e
responsabilidades educativas tradicionalmente reservadas às famílias; por
outro lado, a escola viu-se mais “exposta” quer péla participação dos pais
e outros actores na vida escolar, quer pela curiosidade natural que, a dado
passo, a chamada “Reforma”, suscitou, quer, sobretudo, pela perda do
estatuto quase mítico de “templo do saber” que a emergência dos meios de
comunicação de massas provocou.
É neste contexto que surge este estudo, por se considerar pertinente
proceder ao aprofundamento da análise da problemática da interacção
Escola-Família, no sentido de encontrar algumas respostas possíveis que
possam ajudar a ultrapassar algumas lacunas sentidas nas nossas escolas.Especificando melhor, pretende-se com este estudo contribuir para
uma maior compreensão dessa mesma problemática, de modo a detectar
preocupações sentidas pelos principais intervenientes no problema - pais e
professores e ainda a delinear um modo de intervenção junto da escola
que facilite a integração social das famílias e crianças com vista ao sucesso
escolar destas.
Como motivação para um estudo desta natureza, aponta-se a
experiência vivida enquanto Presidente do Conselho Directivo de uma
escola da periferia, onde a dinâmica da relação Escola-Família era uma
preocupação e um constante objectivo a atingir.(...)
Descrição
Dissertação de Mestrado em Ciências da Educação (Análise e Organização do Ensino), 1997
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1997 Psicologia da educação Família e escola Sucesso escolar Metodologia da investigação Entrevistas
