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La raza en la literatura : Alborada de Iris y la Retórica de la Modernidad en una escritora de vanguardia. Chile, 1930-1946

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Resumo(s)

La tesis de doctorado titulada “La Raza en la Literatura: Alborada de Iris y la Retórica de la Modernidad en una escritora de Vanguardia. Chile, 1930-1946” surge de la pregunta ¿cómo, en qué contexto y por qué es utilizado el concepto raza en una serie de novelas histórico-memorialísticas (Alborada) publicadas en la primera mitad del siglo XX por una escritora de la aristocracia chilena conocida como Iris? La emergencia de esta pregunta y el planteamiento de este problema de investigación hacen parte de una reflexión sobre las formas discursivas que se dieron dentro de la literatura e historiografía chilena entre 1870 y 1950. Las referencias al pasado colonial o decimonónico silenciaron o soslayaron narrar la conformación social chilena en su plena complejidad cultural y fenotípica. En gran parte de los textos que circulaban en la época, especialmente en el paso del siglo XIX al XX, la palabra raza se estableció como un concepto explicativo de muchos fenómenos. El Giro Intelectual que aconteció en América Latina, ligado a un movimiento intelectual global en el que confluyeron contradictorias posturas muchas veces usando un lenguaje similar, se caracterizó por dos ejes fundamentales: un cuestionamiento a las concepciones científico-positivistas fuertemente divulgadas en la segunda mitad del siglo XIX encadenadas a la emergencia de ideas espiritualistas, y por otro lado, un reforzamiento de las explicaciones deterministas de los fenómenos sociales, a partir de datos y conceptos como la raza, el clima, la geografía o la psicología. No obstante, y en definitiva ¿qué es raza en todos estos discursos? Este es un asunto esencial que se dilucida a lo largo de este trabajo. Junto a las preguntas planteadas, se pretende indagar sobre las estrategias discursivas que utiliza la obra Alborada para perfilar una (nueva) propuesta de identidad nacional chilena –genealógica e intelectual– mediante la utilización de conceptos que se relacionan con campos semánticos de lo femenino, lo moderno y la vanguardia, la espiritualidad y el evolucionismo, para llegar a descubrir de qué modo se liga la Retórica de la Modernidad presente en su discurso –retórica definida por el pensamiento Decolonial, como veremos– con el Feminismo y el Espiritualismo de Vanguardia, dos tendencias o lenguajes literarios al que adscribió Iris. La metodología, junto al sustento teórico, se ha tomado de diversos autores, tanto del área de los estudios literarios y de los estudios culturales como de los estudios históricos. Por lo tanto esta tesis es una propuesta esencialmente interdisciplinaria. A partir de esta base, y mediante la lectura a contrapunto, sociocrítica y decolonial, de las novelas de Iris se ha podido concluir que la obra de esta autora representa un complejo escenario discursivo, que se mueve entre el progresismo del feminismo y la vanguardia, pero que, a la vez, apropia un lenguaje ajustado a los discursos imperialistas y cientificistas decimonónicos. En última instancia, la gran influencia de la Teosofía en la escritura de Iris genera el lenguaje alegórico y profético, espiritual y visionario que contienen las novelas que conforman Alborada, todo cruzado por la ideología racial.
A tese de doutoramento intitulada “A Raça na Literatura: Alborada, de Iris, e a Retórica da Modernidade numa escritora de Vanguarda. Chile, 1930-1946” surge da questão: como, em que contexto e por que motivo é usado o conceito de raça numa série de romances histórico-memorialísticos (Alborada) publicados na primeira metade do século XX por uma escritora da aristocracia chilena, conhecida como Iris? O surgimento desta questão e a abordagem deste problema de pesquisa, fazem parte de uma reflexão sobre as formas discursivas que ocorreram na literatura e na historiografia chilena entre 1870 e 1950. Nestes discursos, as referências ao passado colonial ou ao século XIX silenciaram ou ignoraram a conformação social chilena em toda a sua complexidade cultural e fenotípica. Na maior parte dos textos que circulavam na época, especialmente na passagem entre os séculos XIX e XX, a palavra raça foi estabelecida como um conceito explicativo de muitos fenómenos. A Viragem Intelectual que aconteceu na América Latina, ligada a um movimento intelectual global onde confluíram posições contraditórias muitas vezes utilizando linguagem semelhante, caracterizou-se por dois pilares principais: um desafio das concepções científicas positivistas fortemente divulgadas na segunda metade do século XIX ligadas à emergência de ideias espiritualistas, e por outro lado, um reforço das explicações deterministas dos fenómenos sociais, a partir de dados e conceitos como raça, clima, geografia ou psicologia. No entanto, e concretamente, o que é a raça em todos estes discursos? Esta é uma questão essencial que se elucida ao longo deste trabalho. Juntamente com as questões levantadas, procura-se investigar as estratégias discursivas utilizadas pela obra Alborada para delinear uma (nova) proposta de identidade nacional chilena –genealógica e intelectual– mediante a utilização de conceitos que se relacionam com os campos semânticos do feminino, o moderno e a vanguarda, espiritualidade e evolucionismo, para esclarecer como a Retórica da Modernidade –uma retórica definida pelo pensamento Descolonial, como veremos– está ligada discursivamente com o Feminismo e o Espiritualismo de Vanguarda, duas tendências ou linguagens literárias às quais Iris aderiu. A metodologia, juntamente com o suporte teórico, foi tomada de vários autores, tanto na área dos estudos literários e dos estudos culturais como dos estudos históricos. Portanto, esta tese é uma proposta essencialmente interdisciplinar. A partir dessa base, e através da leitura em contraponto, sociocrítica e descolonial dos romances de Iris, foi possível concluir que o trabalho desta autora representa um cenário discursivo complexo, que se move entre o progressismo do feminismo e a vanguarda, mas que, ao mesmo tempo, se apropria de uma linguagem dos discursos imperialista e científico do século XIX. Em última análise, a grande influência da Teosofia na escrita de Iris gera a linguagem alegórica e profética, espiritual e visionária, presente nos romances que compõem Alborada, todos atravessados pela ideologia racial.
This doctoral dissertation titled “The Race in Literature: Alborada by Iris and the Rhetoric of Modernity in an Avant-garde Writer. Chile, 1930-1946” arises from the question: how, in what context and why is the concept of race used in a series of historical-memorialistic novels (Alborada) published in the first half of the 20th century by a Chilean aristocrat writer known as Iris? The emergence of this question and the approach to this research problem are part of a reflection on the discursive forms of Chilean literature and historiography between 1870 and 1950, where references to the Colonial past or to the 19th century ignored the Chilean social conformation in its cultural and phenotypic complexity. In many texts that circulated at the time, especially in the turn of the 19th to the 20th century, the word race was established as an explanatory concept to many phenomena. The Intellectual Turn developed in Latin America, linked to a global intellectual movement in which converged contradictory positions often using a similar language, was characterized by two fundamental axes: first, a disbelief in the scientific-positivist conceptions widely disseminated in the second half of the 19th century, connected to the emergency of spiritualist ideas; and, on the other hand, a reinforcement of the deterministic explanations of social phenomena, considering data and concepts such as race, climate, geography or psychology. However, and finally, what is race in all these discourses? This is an essential issue that is elucidated throughout this thesis. In addition to these questions, we intend to investigate the discursive strategies used by the novels Alborada to outline a (new) proposal of Chilean national identity –genealogical and intellectual– through the use of concepts associated to the semantic fields of the Feminine, the Modernity and the Avant-garde, Spirituality and Evolutionism; this way, we will explain how we may connect the Rhetoric of Modernity – a rhetoric defined by Decolonial thought, as we will see– with Feminism and Avant-garde Spiritualism, two literary languages or tendencies which Iris favored. The methodology and the theoretical support have been taken from various authors from different areas such as literary studies, cultural studies and historical studies. Therefore this dissertation is an essentially interdisciplinary proposal. From this base, and through the counterpoint, the sociocritic and the decolonial reading of Iris’ novels, it has been possible to conclude that the work by this author represents a complex discursive scenario, which moves between the progressivism of feminism and the avant-garde, but at the same time, appropriates the language of the 19th century imperialist and scientific discourses. Ultimately, the great influence of Theosophy in the writing by Iris generates the allegorical and prophetic, spiritual and visionary language that appears in the novels of Alborada, all crossed by racial ideology.

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Palavras-chave

Iris, pseud.. Alborada Raça - Na literatura Literatura chilena - séc.19-20 - História e crítica Teses de doutoramento - 2018

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