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Codependência na perturbação de uso de álcool

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Resumo(s)

A Perturbação de Uso de Álcool (PUA) tem um impacto negativo no indivíduo e naqueles que se relacionam com ele. Neste contexto surgiu, classicamente, a descrição de um conjunto de respostas cognitivas e comportamentais pouco saudáveis expressas a nível interpessoal que foi denominado de codependência. Esta entidade foi descrita como associada a um marcado sofrimento psíquico e a várias repercussões médicas do foro psiquiátrico e não psiquiátrico apresentando-se relacionada com uma maior prevalência de patologias médicas gerais, de sintomatologia e perturbações do foro depressivo e de psicopatologia geral. Neste estudo, partindo de díades (doente/cônjuge) constituídas por 31 indivíduos do sexo feminino com relacionamentos afetivos significativos com 31 indivíduos do sexo masculino com PUA, pretendeu-se estudar esta entidade controversa. Para esse fim, procedeu-se à sua avaliação em contexto de consulta ou internamento, no Hospital de Santa Maria, Casa de Saúde do Telhal e Unidade de Alcoologia de Lisboa através do recurso a diversos questionários e escalas, nomeadamente – Entrevista Semiestruturada para Doentes Dependentes, Questionário Sociodemográfico, Questionário de Rastreio de Contacto Prévio com a Psiquiatria, CAGE, Codependency Assessment Questionnaire (CAQ), Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI), Inventário de Depressão de Beck (BDI). Esta avaliação teve como objetivo avaliar e quantificar a presença de codependência e de outras variáveis que a esta pudessem estar associadas e permitiu aferir uma prevalência de codependência da ordem dos 61,3% que se associou à presença de coabitação e a níveis superiores de sintomatologia e perturbações do foro depressivo e de psicopatologia geral. Assim concluiu-se, com este estudo, que existe uma prevalência elevada de codependência nos cônjuges de doentes com PUA sendo sugerido, pela sua associação à presença de coabitação, que este contexto, condicionando uma convivência próxima e regular com um indivíduo com um perfil aditivo deste tipo, poderá contribuir para o seu desenvolvimento e perpetuação e para a presença de taxas mais elevadas de sintomatologia e perturbações do foro depressivo e de psicopatologia geral. Estes dados abrem portas a futuros estudos no âmbito do conceito da codependência e chamam à atenção para a necessidade de uma abordagem diagnóstica e terapêutica dirigida aos familiares dos indivíduos com problemas de adição.
Alcohol Use Disorder (AUD) has a negative impact in the substance user and in its closest relationships. In this context, a group of cognitive and behavioral unhealthy responses which are expressed at the interpersonal level was described classically and later named as codependency. This entity was described as being related to higher levels of psychological suffering and to multiple consequences at the medical psychiatric and non-psychiatric levels presenting itself with a higher prevalence of general medical pathologies, depressive symptomatology and depressive disorders and general psychopathology. In this study, starting with a pair (patient/partner) composed of 31 individuals of feminine sex with a meaningful relationship with 31 individuals of masculine sex with AUD, the authors wanted to study this controversial entity. To this end, there was an evaluation of these individuals at the outpatient and inpatient settings, at Hospital de Santa Maria, Casa de Saúde do Telhal and Unidade de Alcoologia de Lisboa through the use of the following questionnaires and scales – Semi-structured Interview for Dependent Patients, Sociodemographic Questionnaire, Previous Psychiatric Follow-up Questionnaire, CAGE, Codependency Assessment Questionnaire (CAQ), Brief Symptom Inventory (BSI), Beck Depression Inventory (BDI). This evaluation wanted to assess and quantify the presence of codependency and of other variables related to it and allowed to assess a codependence prevalence of 61,3% which was related to the presence of co-residence and higher levels of depressive symptomatology, depressive disorders and general psychopathology. With this study it was possible to conclude that the prevalence of codependence is high in partners of individuals with AUD which, through its association with co-residence, suggests that, in this context, generating a frequent and close interaction with an individual with this kind of addictive profile there may happen a contribution to the development and perpetuation of this problem and to higher rates of depressive symptomatology, depressive disorders and general psychopathology. These results open new doors for future studies regarding the codependency concept and directing our attention for the necessity of a diagnostic and therapeutic approach directed to the family members of individuals with addictive disorders.

Descrição

Tese de mestrado, Psicopatologia, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina, 2020

Palavras-chave

Codependência Perturbação de uso de álcool Depressão Psicopatologia Teses de mestrado - 2020

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