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Advisor(s)
Abstract(s)
FDI implies the establishment of long-term economic linkages and the possession of a st)are of 10% of the company's social capital.
On one hand the decision of FDI location is influenced by macroeconomic factors, on the other hand by company/internalisation factors. The latter have become increasingly important.
The impact of FDI in the host country varies according to the characteristics of the receiving economy, but generally it can be said that FDI produces effects on market structure, on product, on employment, on technological development and on relationships between companies.
ln general terms, you can identify a concentration of FDI "from" and "to" the OECD countries, where privatisations, mergers and acquisitions triggered an increase on FDI Iflows and its amounts.
Considering the cases of Portugal and Germany, the European economic integration
increased the FDI flows .between member-states.
Portugal is traditionally a net FDI importer. Though, mainly during the second half of the
90'5, it has increased its outflows, becoming a net exporter in the year 2000. The opposite situation occurred in Germany, which is one of the major investors abroad, but in 2000,FOI inflows were higher than the. investment mad. This fact changed Germany into a net importer in that year, mainly due to mergers and acquisitions in the German market.
Since the 80'5 German investment in Portugal reaches approximately a 10% share, except for the year 1991, due to AutoEuropa. Despite the reduced share, these investments are relatively important, since they are made in the industrial sector (mainly in the automotive sector).
Germany has been increasing its direct investments in Eastern and Central Europe, its
"natural market", and where it has been the major investor.
The Enlargement to the Eastern countries will increase competition on trade and FDI. It will also cause a redistribution of the Structural Funds, which will damage Portugal and other small member states.
O IDE implica o estabelecimento de laços económicos duradouros e a detenção de um mínimo de 10% do capital social da empresa. A decisão de localização do IDE é influenciada por factores macro-económicos, por um lado, e empresariaisíde intemalização, por outro, sendo que os últimos vêem assumindo uma importância crescente. O impacto do IDE no país de acolhimento varia de acordo com as características da economia de destino, mas no geral pode dizer-se que o IDE produz efeitos na estrutura do mercado, no produto, emprego, desenvolvimento tecnológico e nas relações inter empresariais. Num âmbito mais alargado, verifica-se uma concentração do IDE "de" e "para" os países da OCDE. Nestes observou-se também que as privatizações, fusões e aquisições proporcionaram um aumento dos fluxos e montantes de IDE. Concretamente nos casos de Portugal e da Alemanha, com a integração económica europeia promoveu um aumento dos fluxos de IDE entre os Estados-membros. Portugal é tradicionalmente importador líquido de IDE, mas sobretudo na segunda metade dos anos 90 aumentou os seus fluxos de investimento no estrangeiro, tornando-se mesmo exportador líquido em 2000. Na Alemanha verificou-se a tendência oposta: é um dos maiores investidores no estrangeiro do mundo, mas em 2000 o IDE no país foi superior ao investimento realizado. Assim, a Alemanha tornou-se importador líquido nesse ano, principalmente devido às fusões e aquisições no mercado alemão. Desde os anos 80, o investimento alemão em Portugal tem vindo a representar cerca de 10% do investimento total no nosso país, exceptuando 1991, ano de implementação da AutoEuropa. Apesar de reduzidos, estes investimentos são importantes por se destinarem em grande parte à industria (sobretudo ao sector automóvel). A Alemanha tem vindo a aumentar os seus investimentos directos na Europa Central e de Leste, seu "mercado natural", onde é o principal investidor. O alargamento a Leste trará mais concorrência no comércio e no IDE, mas também uma redistribuição dos Fundos Estruturais, que prejudicará Portugal e outros pequenos Estados - membros.
O IDE implica o estabelecimento de laços económicos duradouros e a detenção de um mínimo de 10% do capital social da empresa. A decisão de localização do IDE é influenciada por factores macro-económicos, por um lado, e empresariaisíde intemalização, por outro, sendo que os últimos vêem assumindo uma importância crescente. O impacto do IDE no país de acolhimento varia de acordo com as características da economia de destino, mas no geral pode dizer-se que o IDE produz efeitos na estrutura do mercado, no produto, emprego, desenvolvimento tecnológico e nas relações inter empresariais. Num âmbito mais alargado, verifica-se uma concentração do IDE "de" e "para" os países da OCDE. Nestes observou-se também que as privatizações, fusões e aquisições proporcionaram um aumento dos fluxos e montantes de IDE. Concretamente nos casos de Portugal e da Alemanha, com a integração económica europeia promoveu um aumento dos fluxos de IDE entre os Estados-membros. Portugal é tradicionalmente importador líquido de IDE, mas sobretudo na segunda metade dos anos 90 aumentou os seus fluxos de investimento no estrangeiro, tornando-se mesmo exportador líquido em 2000. Na Alemanha verificou-se a tendência oposta: é um dos maiores investidores no estrangeiro do mundo, mas em 2000 o IDE no país foi superior ao investimento realizado. Assim, a Alemanha tornou-se importador líquido nesse ano, principalmente devido às fusões e aquisições no mercado alemão. Desde os anos 80, o investimento alemão em Portugal tem vindo a representar cerca de 10% do investimento total no nosso país, exceptuando 1991, ano de implementação da AutoEuropa. Apesar de reduzidos, estes investimentos são importantes por se destinarem em grande parte à industria (sobretudo ao sector automóvel). A Alemanha tem vindo a aumentar os seus investimentos directos na Europa Central e de Leste, seu "mercado natural", onde é o principal investidor. O alargamento a Leste trará mais concorrência no comércio e no IDE, mas também uma redistribuição dos Fundos Estruturais, que prejudicará Portugal e outros pequenos Estados - membros.
Description
Mestrado em Economia Internacional
Keywords
Investimento directo estrangeiro Alargamento da União Europeia Determinantes e impactos do IDE Integração europeia Análise de tendência European Union enlargement FDI determinants and impacts European integration Trends analysis
Pedagogical Context
Citation
Abrantes, Filipa Isabel Ferreira da Silva, (2002). " Fluxos de investimento directo estrangeiro em Portugal - o caso da Alemanha". Tese de Mestrado. Universidade Técnica de Lisboa, Instituto Superior de Economia e Gestão.
