| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 7.52 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esta introdução consta de duas partes: a) Uma primeira onde se procura caracterizar
o meio/ambiente da aprendizagem nas práticas clínicas de enfermagem, descrevendo-o na sua
especificidade, com o intuito de fornecer um retrato, o mais aproximado possível, dessa
realidade; b) Uma segunda parte, onde se apresenta o problema central do estudo, os
objectivos a atingir, as principais coordenadas para a orientação do enquadramento teórico e as
linhas gerais da metodologia que serão utilizadas no trabalho de campo.
a) UM OLHAR SOBRE: O contexto em que decorre a aprendizagem nas
práticas clínicas no curso superior de enfermagem
A aprendizagem clínica de enfermagem decorre em serviços públicos prestadores de
cuidados aos clientes (clientes, utentes ou doentes são nomes utilizados indistintamente),
nomeadamente nos centros de saúde e em diferentes serviços de internamento hospitalar. Em
qualquer dos casos a permanência dos alunos no local da aprendizagem é em média, sete horas
por dia sendo acompanhados pelo professor a tempo inteiro.
Dada a necessidade de balizar as áreas do presente estudo, escolhemos como palco o
ensino/aprendizagem realizados em meio hospitalar.
O contexto em que decorre a aprendizagem nas práticas clínicas de enfennagem
afigura-se: denso, pela multiplicidade de experiências simultâneas com que o aluno é
confrontado; escorregadio, pelo inesperado e imprevisto das situações que ocorrem sem se
fazerem anunciar, sofredor pela complexidade e gravidade da maioria dos casos clínicos. Este
quadro não parecerá exagerado, se tivermos em conta que o ensino/aprendizagem realiza-se ao
'vivo' em seres humanos, já de si altamente complexos e, que mais complexos se tornam,
quando, total ou parcialmente, se encontram na situação de dependência de outrem. Professores e alunos são permanentemente confrontados com uma multiplicidade de
experiências, sempre novas, diversificadas e envolventes que requerem um «saber ser»
materializado num «saber fazer», diriamos nós, quase intuitivo, pelo que exige de actuação
pronta e imediata.
Aos alunos, previamente munidos com a informação teórica julgada necessária e
indispensável para a compreensão das situações práticas mais comuns, é-lhes pedido que
conheçam e apliquem esse somatório de conhecimentos aos vários casos concretos, mas
sempre na linha do atendimento global do sujeito, enquanto pessoa e naquela condição
específica. Por exemplo: se lhes forem atribuídos doentes com patologias do aparelho
respiratório, deverão saber mobilizar a teoria condizente com os casos específicos e
estabelecer um paralelo entre a informação teórica adquirida e a situação real, que poderá ser
bem diferente. Se, posteriormente, lhes forem atribuídos clientes com patologia do foro gastrointestinal,
ou do foro ortopédico, o comportamento desejado deverá ser idêntico. Tudo isto é
acrescido de um atendimento simultâneo dos problemas do indivíduo e que se prendem com os
seus medos, incertezas, dúvidas e expectativas próprias da circunstância. O cenário repetir-se-á
tantas vezes quantos os «casos novos» que podem ocorrer uma ou mais vezes na semana.
Paralelamente são «exigidos» aos alunos comportamentos específicos para situações
que também são específicas tais como: integrar-se nas equipas de saúde dos serviços
acolhedores; conhecer e aplicar as rotinas próprias de cada um deles que, por sua vez, variam
consoante os três turnos das vinte e quatro horas do dia; acompanhar os doentes nas suas
deslocações aos diversos sectores de diagnóstico e tratamentos diferenciados onde deverão
desempenhar o papel que se espera do «profissional» de enfermagem; adaptar-se aos vários
professores, já que a aprendizagem decorre em diferentes serviços, havendo para cada um
deles um docente «especialista». (...)
Descrição
Tese de mestrado em Ciências da Educação (Pedagogia da Saúde), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 1995
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1995 Aprendizagem e desenvolvimento Desenvolvimento individual Aprendizagem Adultos Insucesso escolar Enfermagem
