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Íon, Sócrates e os mistérios do além

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Esta dissertação é a exposição de um argumento composto por duas partes e cada uma das partes é dividida em três. A primeira parte demonstra que os interlocutores do Íon, de Platão, fracassam em provar os seus propósitos. Íon não consegue manter a sua imagem de sábio, independente das musas, no que concerne ao seu talento pessoal. Sócrates não consegue demonstrar a ignorância de Íon pelos seus argumentos, nem pode ser considerado um bom juíz, na medida em que é influenciado pelo seu serviço ao deus. Assim, relativamente a ambas as personagens, aquilo que prevalesse ao longo do diálogo é o seu carácter piedoso. A segunda parte demonstra que tanto Íon como Sócrates, não podem, a partir deste diálogo, ser limitados a uma classificação rígida dentro das actividades intelectuais. Íon não pode ser considerado o modelo do artista e Sócrates não pode ser considerado o modelo do filósofo. A conclusão final é a de que ambas as personagens devem ser analisadas à luz do seu carácter, na medida em que este antecede todas as classificações possíveis, sendo de natureza piedosa.

Descrição

Tese de mestrado, Teoria da literatura, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2003

Palavras-chave

Platão, 0427?-0348? a.C. Sócrates, 469-399 a.C. Filosofia antiga - Grécia Diálogo (Literatura) Filosofia literária Teses de mestrado - 2003

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