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Género e transgressão : (des)fazendo o masculino e o feminino em Portugal e no Reino Unido

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Resumo(s)

As mudanças e permanências nas práticas de género podem ser compreendidas a partir das tradições normativas e dos processos de atribuição, apropriação e interpretação que ordenam e demarcam as relações sociais. A história e construção social das transgressões de género entre 1950 e 2015 permitenos compreender como se têm estabelecido e transformado alternativas no (des)fazer do género e transpor a análise categórica que é frequente nos estudos de género. Nas sociedades britânicas e portuguesas as dinâmicas de transformação do género coexistem com convenções estruturantes e estruturadoras, baseadas no modelo que divide a experiência genderizada em duas classes discretas e opostas – masculino ou feminino. Os processos de (re)construção das fronteiras genderizadas estão muito visíveis nos fenómenos transgénero e não binário, alvos de uma crescente visibilidade pública e reconhecimento legal. Não pertencer exclusivamente às categorias homem/masculino e mulher/feminino – i.e. não viver ou experienciar o género na modalidade binária e antagónica – constitiu uma transgressão de primeira ordem no contexto ocidental (metropolitano). A alternativa não binária, a sua experiência e discurso, abarca o resultado que revela, contesta e reconstrói a edificação social dominante das práticas de género. Compreender o seu contributo para (re)definir o género implicou três objetivos e estudos intensivos específicos: i) os modos como se estabelecem fronteiras na nomeação do género; ii) condições de (re)produção do género ao longo do tempo histórico e biográfico; iii) a relação entre as narrativas e a (re)produção normativa nas transgressões de género. No plano discursivo, aprofundamos as dinâmicas de transformação e os processos de (auto/hétero) legitimação das fronteiras do género que têm estado no centro do debate cultural (e das suas guerras). O estudo do arquivo Nonbinary wiki permite-nos compreender como têm sido traçadas as fronteiras no género, as suas tensões e possibilidades normativas. No plano das vidas visamos, por um lado, os processos de (não) pertença ao género ao longo da vida vivida e, por outro lado, os processos associados à transgressão de género na vida contada. O estudo da vida vivida traz resultados relevantes sobre as formas de distanciamento e posicionamento no género e enfatiza a importância da interseção entre o tempo biográfico e o tempo socio-histórico nas relações de género. O estudo da vida contada complementa os dois anteriores e traz resultados novos quanto aos processos de mudança e de (re)produção normativa das relações de género em Portugal e no Reino Unido. O conhecimento acumulado e apresentado nesta dissertação representa um pequeno contributo para compreender melhor as práticas de género não binárias e os processos normativos patentes nas relações de género.

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Palavras-chave

Trangressões de Género Não-binário Portugal Reino Unido

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