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As competĂȘncias para o trabalho remoto numa amostra recolhida em Portugal

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Resumo(s)

O trabalho remoto Ă© um tema alvo de estudo e debate desde que começou a ser colocado em prĂĄtica, hĂĄ cerca de quarenta anos. Um dos aspetos mais debatidos dentro do tema do trabalho remoto diz respeito aos benefĂ­cios e desafios percecionados tanto pelos trabalhadores, como pelas organizaçÔes, neste contexto especĂ­fico de trabalho. Esta discussĂŁo permanece acesa em 2021, particularmente devido Ă  pandemia. Tal acontece porque, para dar resposta ao confinamento obrigatĂłrio, a solução adotada por muitas organizaçÔes como forma de nĂŁo perderem a capacidade produtiva foi o trabalho remoto. Esta conjuntura exigiu uma adaptação rĂĄpida e inesperada por parte de todos os elementos organizacionais e, nesse sentido, torna-se crĂ­tico continuar a investigar sobre o tema na atualidade. Dessa forma, o presente estudo foca-se na relação entre o trabalho remoto e as competĂȘncias comportamentais, pois tem como base a premissa de que, para maximizar os benefĂ­cios e minimizar os desafios, Ă© importante que os trabalhadores possuam as competĂȘncias adequadas para serem bem-sucedidos no trabalho remoto. Partindo de um estudo realizado pela SHL (2020), que identificou as nove competĂȘncias-chave para o trabalho remoto, o objetivo da presente investigação Ă© perceber em que medida essas nove competĂȘncias estĂŁo presentes numa amostra recolhida em Portugal. AtravĂ©s da anĂĄlise dos resultados obtidos na resposta ao questionĂĄrio RemoteWorkQ – instrumento desenvolvido pela SHL que se baseia na autoperceção dos participantes relativamente ao seu desempenho em trabalho remoto – sĂŁo obtidas informaçÔes acerca do nĂ­vel em que os participantes possuem as nove competĂȘncias, dividindo-se em baixo, mĂ©dio e alto. Verifica-se que a amostra recolhida em Portugal tem necessidades de desenvolvimento na maioria das competĂȘncias analisadas, o que sugere existir uma carĂȘncia de experiĂȘncia, mas tambĂ©m de formação, neste contexto em especĂ­fico. AlĂ©m disso, os resultados decorrentes da tĂ©cnica de anĂĄlise estatĂ­stica qui-quadrado revelam que os participantes de faixas etĂĄrias mais avançadas (36 a 45 anos e 46 ou mais anos) consideram possuir maior nĂșmero de competĂȘncias para trabalhar remotamente, acabando por desconstruir muitos estereĂłtipos acerca da adaptação das geraçÔes mais velhas Ă s tecnologias e Ă  mudança.
Remote work has been a subject of study and debate since it began to be put into practice, some forty years ago. One of the most debated topics within the remote work theme concerns the benefits and challenges perceived by both workers and organizations in this specific context of work. This discussion remains alive in 2021, particularly due to the pandemic. This is because, to respond to mandatory confinement, the solution adopted by many organizations as a way of not losing their productive capacity was remote work. This context required a quick and unexpected adaptation by all organizational members, and, in this sense, it is critical to continue investigating the topic today. Thus, this study focuses on the relationship between remote work and behavioral competencies, as it is based on the premise that, in order to maximize benefits and minimize challenges, it is important that workers have the appropriate competencies to be successful in remote work. Based on a study carried out by SHL (2020), which identified the nine key competencies for remote work, the objective of the present investigation is to understand to what extent these nine competencies are present in a sample collected in Portugal. Through the analysis of the results obtained by answering to the RemoteWorkQ questionnaire – an instrument developed by SHL that is based on the participants' self perception of their performance in remote work – information is gathered about the degree to which they have the nine competencies, divided in below, medium and high. It appears that the sample collected in Portugal has development needs in most of the competencies analyzed, which suggests that there is a lack of experience, but also of training, in this specific context. In addition, the results from the chi-square statistical analysis technique reveal that participants in older age groups (36 to 45 years and 46 or older) consider themselves to have a greater number of competencies to work remotely, ultimately deconstructing many stereotypes about older generations adapting to technologies and change.

Descrição

Dissertação de mestrado, Psicologia (Área de Especialização em Psicologia dos Recursos Humanos, do Trabalho e das OrganizaçÔes), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2021

Palavras-chave

Trabalho remoto CompetĂȘncias Personalidade Novas tecnologias DissertaçÔes de mestrado - 2021

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