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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este capítulo contribui para a reflexão sobre a história da sexologia
(e da sexualidade) em Portugal, no período de transição do
Estado Novo para a democracia. Que interesse revelam os media portugueses,
após o 25 de abril de 1974, pela divulgação de uma visão
terapêutica da sexualidade? Assumidamente envolvida na luta pela
emancipação da mulher, a revista Modas & Bordados (suplemento
do jornal O Século) é pioneira no agendamento das questões relacionadas
com o direito ao bem-estar e à saúde sexual e reprodutiva
no pós-revolução dos Cravos. Em 1975, os problemas e disfunções
sexuais assumem grande destaque na revista. Defende-se que podem
e devem ser tratados por médicos (ginecologistas e urologistas), por
psicólogos ou de forma combinada. A figura do terapeuta sexual
é então designada por «conselheiro». Numa altura em que as primeiras consultas de sexologia chegam ao contexto hospitalar de
Lisboa, Porto e Coimbra, a imprensa feminina descreve com grande
detalhe técnicas desenvolvidas por Master & Johnson, nos EUA.
Desdramatizar, informar, educar, escutar, aconselhar e tratar a sexualidade
são discursos que convergem no sentido de uma afirmação
crescente da cidadania íntima.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Freire, I. (2020). A afirmação de uma visão terapêutica da sexualidade nos media portugueses após a Revolução dos Cravos. In Quartilho, M. J. R. (Ed.), Psiquiatria Social e Cultural - Diálogos e Convergência, pp. 241-263. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra
Editora
Imprensa da Universidade de Coimbra
