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Orientador(es)
Resumo(s)
Background and purpose: Previous retrospective studies seem to indicate that decompressive surgery in context of cerebral venous and dural sinus thrombosis is a life-saving procedure in patients at high risk for transtentorial herniation. An interim analysis of the ongoing prospective registry for Decompressive Surgery in Cerebrovenous Thrombosis was performed in order to identify potential outcome predictors and assess for the feasibility of a larger registry.
Methods: Patients were included in a multicentric prospective cohort with pre-specified eligibility criteria. Primary endpoint was defined as death or dependency at 6 months follow-up, and two other secondary endpoints were chosen to differentiate effects on short and long-term outcomes: deaths within 30 days after symptom onset; and late deaths or dependencies at 6 months follow-up.
Results: Twenty-two participants were enrolled from 8 different countries. Mortality at 6 months was of 23.8%, whereas death or dependency rate for the same period reached 57.1%. A primary endpoint predictor with significant effect in the short-term outcome was new haemorrhagic transformation before first neurosurgical intervention (P=0.029), while overall outcome predictors with significant influence on the long-term were: post-operative complication with an extracranial infection (P=0.016); and smaller bone flap sizes during craniectomy (P=0.044).
Conclusions: The low mortality rates with decompressive surgery continue to support the indications for this procedure. Defining an appropriate size for decompressive craniectomy, as well as strategies to minimize haemorrhagic transformation events could further improve patients’ outcome.
Enquadramento teórico e objectivos: A cirurgia descompressiva na trombose venosa cerebral tem-se afirmado cada vez mais como um procedimento life-saving em doentes com risco de desenvolver herniação transtentorial. Neste sentido fez-se uma análise intercalar do registo sobre Cirurgia Descompressiva no contexto desta entidade clínica, com o objectivo de identificar potenciais variáveis preditoras do prognóstico, bem como aferir sobre a viabilidade de se proceder a um registo de grande escala. Métodos: Procedeu-se a uma coorte prospectiva de base multicêntrica internacional com critérios de selecção previamente definidos. O indicador principal do prognóstico foi definido como a ocorrência de morte ou dependência aos 6 meses de seguimento, enquanto dois indicadores secundários foram escolhidos para distinguir se o poder preditor das variáveis se verificava essencialmente para o curto ou longo prazo. Esses indicadores foram: morte dentro do período de 30 dias após o início dos sintomas; e morte tardia ou dependência aos 6 meses.Resultados: Vinte e dois doentes de 8 países foram incluídos. A mortalidade aos 6 meses foi de 23.8%, enquanto a proporção de mortes ou dependência foi de 57.1%. Dos preditores gerais do prognóstico que foram também significativos para o curto termo, destaca-se a ocorrência de transformação hemorrágica antes da primeira intervenção neurocirúrgica (P=0.029), enquanto para os que tiveram efeito concomitante no longo termo se salienta: complicação pós-operatória com infecção extracraniana (P=0.016) e retalho ósseo de menor dimensão produzido aquando da craniectomia (P=0.044). Conclusões: A taxa de mortalidade associada à cirurgia descompressiva continua a suportar a indicação para execução deste procedimento. Consideramos que a melhoria prognóstica destes doentes passa por definir um limite mínimo para a extensão da craniectomia descompressiva, bem como desenvolver estratégias para minimizar a ocorrência de transformação hemorrágica.
Enquadramento teórico e objectivos: A cirurgia descompressiva na trombose venosa cerebral tem-se afirmado cada vez mais como um procedimento life-saving em doentes com risco de desenvolver herniação transtentorial. Neste sentido fez-se uma análise intercalar do registo sobre Cirurgia Descompressiva no contexto desta entidade clínica, com o objectivo de identificar potenciais variáveis preditoras do prognóstico, bem como aferir sobre a viabilidade de se proceder a um registo de grande escala. Métodos: Procedeu-se a uma coorte prospectiva de base multicêntrica internacional com critérios de selecção previamente definidos. O indicador principal do prognóstico foi definido como a ocorrência de morte ou dependência aos 6 meses de seguimento, enquanto dois indicadores secundários foram escolhidos para distinguir se o poder preditor das variáveis se verificava essencialmente para o curto ou longo prazo. Esses indicadores foram: morte dentro do período de 30 dias após o início dos sintomas; e morte tardia ou dependência aos 6 meses.Resultados: Vinte e dois doentes de 8 países foram incluídos. A mortalidade aos 6 meses foi de 23.8%, enquanto a proporção de mortes ou dependência foi de 57.1%. Dos preditores gerais do prognóstico que foram também significativos para o curto termo, destaca-se a ocorrência de transformação hemorrágica antes da primeira intervenção neurocirúrgica (P=0.029), enquanto para os que tiveram efeito concomitante no longo termo se salienta: complicação pós-operatória com infecção extracraniana (P=0.016) e retalho ósseo de menor dimensão produzido aquando da craniectomia (P=0.044). Conclusões: A taxa de mortalidade associada à cirurgia descompressiva continua a suportar a indicação para execução deste procedimento. Consideramos que a melhoria prognóstica destes doentes passa por definir um limite mínimo para a extensão da craniectomia descompressiva, bem como desenvolver estratégias para minimizar a ocorrência de transformação hemorrágica.
Descrição
Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2016
Palavras-chave
Trombose venosa Cérebro Pressão intracraniana Cirurgia Neurologia
