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Orientador(es)
Resumo(s)
Nas últimas décadas, assistiu-se a um impulso da historiografia sobre a época moderna portuguesa, renovando-se áreas como a história da diplomacia e a dos modelos políticos, ou a história social das elites, entre outras. Apesar de estudada, a figura Castelo Melhor está, no entanto, longe de se encontrar satisfatoriamente conhecida. O terma central das interrogações passadas associava o seu excepcional protagonismo entre 1662 e 1667, quando foi «escrivão da puridade» de D. Afonso VI, a um conflito entre modelos políticos. Um fidalgo primogénito da primeira grandeza no século XVII, porém, não devia pautar a sua actuação pela adesão permanente a modelos políticos específicos, antes pelos dois valores correlativos e conectados que se supunha deverem estruturar a sua identidade social e individual: o serviço ao rei e o acrescentamento da casa dos seus maiores. Coisa que o Conde explicitamente reconheceu. O seu destino, marcado também por longos exílios, pautou-se pela forma própria como respondeu aos cenários agitados da sua longa existência. Na sua pluralidade, as contribuições deste livro abrem-nos perspectivas renovadas e, por vezes, inesperadas, sobre a personagem, os seus tempos, também eles diversos, e a memória que sobre eles se produziu.
Descrição
Palavras-chave
Castelo Melhor, Conde de Sousa, Luís de Vasconcelos e, 1636-1720 Escrivão da Puridade Diplomacia - Portugal - séc.17 João V, Rei de Portugal, 1689-1750
Contexto Educativo
Citação
Faria, Ana Leal de, e Nuno Gonçalo Monteiro, Castelo Melhor e os Seus Tempos (1635-1720). Lisboa: Centro de História da Universidade de Lisboa, 2021.
Editora
Centro de História da Universidade de Lisboa
