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Cimento e corporativismo no Estado Novo

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Este capítulo inscreve-se no campo dos estudos sobre tecnologia e autoritaritarismo, mais concretamente na dimensão tecnológica do corporativismo português. A introdução em 1923 de fornos rotativos para produção de cimento Portland artificial na Fábrica de Maceira-Liz - a primeira a adoptar este tipo de fornos e as tecnologias que a distinguiram no panorama português - constituem um objecto histórico importante para compreender como, de facto, se construiu grande parte do Estado Novo. A produção de cimento com controlo laboratorial de qualidade implicou o estabelecimento de uma complexa rede de contactos a partir do laboratório da fábrica. A sua contextualização em rede permite compreender o significado mais vasto da implementação desta nova tecnologia.

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Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Bolas, I. (2021). Cimento e corporativismo no Estado Novo. In Ana Simões, Maria Paula Diogo (coord. geral), Maria Paula Diogo, Cristina Luís e M. Luísa Sousa Ciência (coord. do volume), Ciência, Tecnologia e Medicina na Construção de Portugal, Volume 4: Inovação e Contestação - Séc. XX, pp. 317-348. Lisboa: Tinta-da-China

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