| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 154.93 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este texto tem por finalidade refletir acerca do aproveitamento pedagógico e cívico dos funerais de figuras consideradas exemplares durante o período republicano português coincidente, em parte, com as segunda e terceira décadas do século XX. A I República, para além de abolir a monarquia constitucional, desenvolveu um combate sem tréguas à influência social e cultural da Igreja Católica e à presença simbólica do catolicismo no espaço público e na vida quotidiana. A emblemática Lei da Separação do Estado das Igrejas, datada de 1911, tinha como principal desiderato a promoção de uma radical laicização da sociedade portuguesa. Conscientes da necessidade de encontrar alternativas rituais e simbólicas que preenchessem o espaço deixado vago pelo desaparecimento das tradicionais fontes de legitimação e consenso, os republicanos procuram pôr de pé um vasto conjunto de liturgias cívicas que tinham uma clara intenção pedagógica.
Descrição
Palavras-chave
Rituais fúnebres Período Republicano Português
Contexto Educativo
Citação
Pintassilgo, J., & Costa, R. A. (2016). Morte e pedagogia cívica em contexto republicano: os funerais de “mortos ilustres” nos anos 10 e 20 do século XX. In S. González Gómez, I. Pérez Miranda, & A. M. Gómez Sánchez (Eds.). Mors certa, hora incerta: Tradiciones, representaciones y educación ante la muerte (pp. 13-37). Salamanca: Fahren House.
