| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.93 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
É interessante que o atual processo de turistificação
de Lisboa tenha sido comparado ao terramoto de 1755
porque o evento sísmico tem uma dimensão sonora
importante2. Para além de destruição, as vibrações dos
terramotos produzem ondas sonoras na atmosfera
que são audíveis durante ou imediatamente antes do
evento3. O som que é produzido é frequentemente
descrito como um rugido, um trovão, ou uma explosão4. Uma parte significante destas ondas sonoras
estão abaixo do limite de audição humana, mas muitas
espécies de animais são capazes de as captar, o que
tem levado cientistas a tentar compreender como
a percepção dos animais pode ser usada para prever
sismos, até hoje com sucesso muito limitado5.
Estendendo a metáfora do terramoto à sua dimensão
sonora, podemos imaginar como o som poderá ser um
instrumento para abordar o processo de turistificação
em Lisboa, cuja força disruptiva é sentida de forma desigual
nas diferentes camadas sobre as quais assenta a vida urbana da cidade. Que novas possibilidades para
pensar nos oferece o som? Um ponto de partida para
responder a esta questão pode ser o trabalho de Veit
Erlmann6 sobre ressonância. [...]
Descrição
Palavras-chave
Turismo Ressonância Lisboa
Contexto Educativo
Citação
Paiva, D., & Sánchez, I. (2019). A ressonância do turismo em Lisboa. In: Ana Estevens, & Filipe Matos (ed.). Criar Corpo, Criar Cidade vol. II (pp. 44-48). Centro de Estudos Geográficos. ISBN: 978-972-636-283-8. https://doi.org/10.33787/CEG20190024
Editora
Universidade de Lisboa, Centro de Estudos Geográficos
