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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Discrimination of mirror-image letters as d and b poses a challenge during literacy
acquisition due to mirror invariance (an original property of the visual system that treats
lateral reflected images as equivalent percepts). Indeed, one must overcome this perceptual
bias inherited by evolution in order to effectively discriminate these letters and to automatize
reading in the Latin alphabet. Previous studies have shown that in adult readers, whereas
masked priming of mirrored and rotated transformations (i.e. rotations in the picture plane of
90º or 180º: e.g., N and Z, to which the visual system is originally sensitive) of reversible
letters (for which orientation is a diagnostic feature: e.g., d and b; primes: ibea and ipea)
inhibit word recognition (IDEA), interference is weaker for nonreversible letters (which
differ from other letters of the script by shape, being orientation a non-diagnostic feature:
e.g., R or F).
The present study investigated the developmental trajectory of these orientation
transformations (i.e., mirrored and rotated) effects of reversible and nonreversible letters
(e.g., d and t, respectively) from second to sixth grade (and in adults, college students),
combining lexical decision with sandwich priming. For both letter types, the magnitude of
identity priming (i.e., when identification is highly facilitated when prime and target are
identical; e.g., idea – IDEA; measured with Cohen’s d) increased along reading development,
suggesting that the access to orthographic representations becomes faster throughout literacy
acquisition. It was only in beginning readers that mirror invariance was found for both letter
types. Plane rotations are processed automatically since the beginning of reading
development, and in fifth grade, a significant magnitude of interference (that is, slower word
decisions) was found for mirrored reversible (but not for nonreversible) letters relative to
identical ones. For nonreversible letters, in sixth grade, the magnitude of interference for
mirrored letters was already similar to that of adults. For reversible letters, inhibition for
mirrored and rotated transformations continued to grow until adulthood. This pattern of
results suggests that mirror discrimination of reversible letters is automatized since fifth grade
and, by sixth grade, children do not show any mirror invariance for either letter type
(resembling the adults).
A discriminação de letras em espelho como o d e o b representa um desafio durante a aquisição da leitura devido à invariância em espelho (i.e., uma propriedade original do sistema visual que processa imagens refletidas lateralmente como equivalentes). Este viés percetivo, produto da evolução e da seleção natural, terá de ser ultrapassado de modo a que o leitor discrimine eficazmente estas letras e a leitura se torne automática. Estudos anteriores mostraram que em leitores adultos, enquanto o priming mascarado de transformações em espelho ou rodadas (i.e., rotações no plano de 90º ou 180º: e.g., N e Z), às quais o sistema visual é originalmente sensível) de letras reversíveis (para a quais a orientação é uma propriedade diagnóstica: e.g., d and b; primes: ibea e ipea) inibem o reconhecimento da palavra alvo (IDEA), a interferência é mais fraca para letras não-reversíveis (que diferem das outras letras na forma, não sendo a orientação uma propriedade diagnóstica; e.g., R ou F). O presente estudo investigou o curso de desenvolvimento dos efeitos de transformação de orientação (i.e., em espelho e rodadas) de letras reversíveis e não reversíveis (e.g., d e t, respetivamente) entre o segundo e o sexto ano escolar (e adultos, estudantes universitários), combinando uma tarefa de decisão lexical com sandwich priming. Para ambos os tipos de letra, a magnitude do priming de identidade (i.e., quando a identificação é altamente facilitada quando o prime e o alvo são idênticos; e.g., idea – IDEA; medido com d de Cohen) aumentou ao longo do desenvolvimento da leitura, sugerindo que o acesso a representações ortográficas se torna cada vez mais rápido durante a aquisição de leitura. A invariância ao espelho foi encontrada apenas nos leitores mais novos para ambos os tipos de letra. As rotações no plano são processadas automaticamente desde o início do desenvolvimento da leitura e, no quinto ano, foi encontrada uma magnitude de interferência (isto é, decisões mais lentas para palavras) para letras espelhadas reversíveis (mas não para não-reversíveis) em relação a idênticas. Para letras não-reversíveis, as crianças do sexto ano apresentaram uma magnitude de interferência para letras espelhadas igual à dos adultos. Para letras reversíveis, a inibição para transformações em espelho e rodadas continua a crescer até à idade adulta. Este padrão de resultados sugere que a discriminação em espelho para letras reversíveis está automatizada desde o quinto ano e que, no sexto ano, as crianças já não mostram invariância ao espelho para os dois tipos de letra (semelhante aos adultos).
A discriminação de letras em espelho como o d e o b representa um desafio durante a aquisição da leitura devido à invariância em espelho (i.e., uma propriedade original do sistema visual que processa imagens refletidas lateralmente como equivalentes). Este viés percetivo, produto da evolução e da seleção natural, terá de ser ultrapassado de modo a que o leitor discrimine eficazmente estas letras e a leitura se torne automática. Estudos anteriores mostraram que em leitores adultos, enquanto o priming mascarado de transformações em espelho ou rodadas (i.e., rotações no plano de 90º ou 180º: e.g., N e Z), às quais o sistema visual é originalmente sensível) de letras reversíveis (para a quais a orientação é uma propriedade diagnóstica: e.g., d and b; primes: ibea e ipea) inibem o reconhecimento da palavra alvo (IDEA), a interferência é mais fraca para letras não-reversíveis (que diferem das outras letras na forma, não sendo a orientação uma propriedade diagnóstica; e.g., R ou F). O presente estudo investigou o curso de desenvolvimento dos efeitos de transformação de orientação (i.e., em espelho e rodadas) de letras reversíveis e não reversíveis (e.g., d e t, respetivamente) entre o segundo e o sexto ano escolar (e adultos, estudantes universitários), combinando uma tarefa de decisão lexical com sandwich priming. Para ambos os tipos de letra, a magnitude do priming de identidade (i.e., quando a identificação é altamente facilitada quando o prime e o alvo são idênticos; e.g., idea – IDEA; medido com d de Cohen) aumentou ao longo do desenvolvimento da leitura, sugerindo que o acesso a representações ortográficas se torna cada vez mais rápido durante a aquisição de leitura. A invariância ao espelho foi encontrada apenas nos leitores mais novos para ambos os tipos de letra. As rotações no plano são processadas automaticamente desde o início do desenvolvimento da leitura e, no quinto ano, foi encontrada uma magnitude de interferência (isto é, decisões mais lentas para palavras) para letras espelhadas reversíveis (mas não para não-reversíveis) em relação a idênticas. Para letras não-reversíveis, as crianças do sexto ano apresentaram uma magnitude de interferência para letras espelhadas igual à dos adultos. Para letras reversíveis, a inibição para transformações em espelho e rodadas continua a crescer até à idade adulta. Este padrão de resultados sugere que a discriminação em espelho para letras reversíveis está automatizada desde o quinto ano e que, no sexto ano, as crianças já não mostram invariância ao espelho para os dois tipos de letra (semelhante aos adultos).
Descrição
Dissertação de mestrado, Psicologia Cognitiva e Social, 2022, Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia
Palavras-chave
Desenvolvimento da leitura Reconhecimento visual Processamento ortográfico Dissertações de mestrado - 2022
