| dc.contributor.author | Silva, Joaquim Ramos | |
| dc.date.accessioned | 2009-10-02T15:16:27Z | |
| dc.date.available | 2009-10-02T15:16:27Z | |
| dc.date.issued | 1995 | |
| dc.description.abstract | Os economistas podem continuar a avançar com engenhosas teorias, mas eles enfrentam tempos difíceis para as confirmar. Os dados são inadequados e a experimentação controlada quase impossível. A modelização enriqueceu bastante a nossa compreensão do passado, mas fornece poucos sinais visíveis de melhorar a fiabilidade da previsão macroeconómica A previsão, mesmo em períodos curtos, permanece uma arte incerta na qual nem os economistas nem os políticos podem ter muita confiança. Deste modo o economista vai ter de actuar, a partir de agora, em condições metodológicas bastante diferentes: mais humildade na capacidade dos instrumentos a utilizar e menos certezas predefinidas. Não deixa aliás de ser significativo que o sector da literatura que mais se desenvolveu ao longo da última década tenha a ver com o estudo das economias em transição, bem como, entre outros, dos processos de flexibilização, de reconversão e de liberalização (incluindo privatizações), que lhe estão de uma forma ou de outra associados, e onde, em geral, a dimensão política desempenha um papel importante e aberto. Deixou-se de pretender que o mundo económico era estritamente regulável e que podia ser comandado, a partir de simplificações extremas, e passou-se a dar mais importância ao real, com tudo o que ele encerra de contingente e passageiro, mas que às vezes não é tão secundário como se pretende. Assim, e para além do mero incremento da base factual e da busca de novas conclusões que ela pode encerrar, a experiência histórica concreta e o dinamismo dos processos sociais, de tão grande importância em economia, tal como o contributo das ciências humanas em geral tendem a ser reapreciados de uma maneira mais positiva e serena pelo economista, em particular quando aborda a área política, e não secamente excluídos das suas análises redutoras. De um modo só na aparência paradoxal, esta nova direcção metodológica, foi acompanhada pelo desencadear de grandes mudanças na economia, tanto a nível nacional como internacional, pois a transição de um estado para outro é um processo longo e complexo, bem como requer instrumentos analíticos apropriados para serem vencidos os seus principais problemas. | |
| dc.identifier.citation | Silva, Joaquim Ramos. 1995. "A economia e a política: uma relação em retrospectiva". In Ensaios de Homenagem a Francisco Pereira de Moura, 115-128. Lisboa: Instituto Superior de Economia e Gestão | pt |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.5/1292 | |
| dc.language.iso | por | pt |
| dc.publisher | ISEG | pt |
| dc.subject | Economistas | |
| dc.subject | Metodologia | |
| dc.subject | Previsão Macroeconómica | |
| dc.subject | Economia internacional | |
| dc.title | A economia e a política: uma relação em retrospectiva | pt |
| dc.type | book part | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| oaire.citation.conferencePlace | Lisboa | pt |
| oaire.citation.endPage | 128 | pt |
| oaire.citation.startPage | 115 | pt |
| oaire.citation.title | Ensaios de Homenagem a Francisco Pereira de Moura | pt |
| rcaap.rights | openAccess | pt |
| rcaap.type | bookPart | pt |
