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O desenho de Mário Eloy – o modernismo em traço delirante

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Embora estabelecendo relações com a pintura este é um estudo centrado na produção de desenho de Mário Eloy. O estudo acompanha as diferentes fases do artista: 1) primeiro o mundanismo modernista, dos primeiros anos (1923-1927), com algumas influências de Eduardo Viana; 2) a que se seguiu uma primeira situação expressionista da fase verde (c.1928); 3) para depois de concentrar na década de 1930 no deslocamento tenso entre um rigoroso e austero projecto de um classicismo moderno (1931-1935); 4) até à última fase, em nova situação expressionista desenvolvida do estiolamento dramático desse classicismo, que acompanha os avanços da doença neurológica que iria afectar os últimos anos de Mário Eloy. Propomos leituras e entendimentos do desenho desta última fase enquanto sintomas da emergência e desenvolvimentos da doença expressos artisticamente, a partir de aspectos como: a) a perturbação do controle motor e, portanto, do gesto criativo; a) a alucinação como instigação de um simbolismo figurativo cada vez mais dramático; c) e a força agonística da sua figuração estruturando uma lancinante tensão dicotómica entre o mundo do artista, com a sua aspiração espiritual poético-lírica, e as atracções da terra e do materialismo.

Descrição

Palavras-chave

Desenho Mário Eloy Modernismo Expressionismo Alucinação

Contexto Educativo

Citação

In: Convocarte, nº11 (set. 2020): Arte e loucura, p. 236-270

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Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa

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