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Maternal emotion regulation, reactions to childrens’ negative emotions and youth’s adjustment

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Resumo(s)

Parents that are able to adequately self-regulate emotions will be more capacitated to help their children regulate their emotions. These processes influence the socialization of child’s emotions and have an undeniable influence on the child’s emotional and social development. Parental emotion regulation also involves the ability to tolerate the child’s negative emotions. When parents are unable to tolerate and be exposed to emotionally charged situations, they might try and change their form and frequency to avoid or reduce exposure. Parental Experiential Avoidance (parental EA) represents this inability. The purpose of this study was to study the relationships between maternal emotion regulation, maternal reactions to child’s negative emotions, and child’s adjustment. Additionally, we intended to analyze gender and age group differences in regard to Mothers’ Emotion Regulation and Mothers’ Coping with Children’s Negative Emotions. The sample was composed by 247 portuguese mothers that filled out on-line two scales to evaluate their emotion regulation (EREP) and reactions to child’s emotions (CCNES) and a questionnaire pertaining to their child’s (3 to 15 years old) adjustment (SDQ). Results, overall, supported the hypothesis. Maternal negative reactions/negative emotion regulation was positively statistically significant correlated to child’s adjustment problems; and the maternal constructive reactions/positive emotion regulation was positively statistically significant correlated to child’s positive adjustment. Negative and positive maternal emotion regulation dimensions were positively statistically significant correlated to, respectively, negative and constructive maternal reactions to child’s negative emotions. The results also showed significant differences between girls and boys regarding Emotion-Focused Reactions, wherein mothers used it more on girls than on boys. Mothers used less Distress Reactions with pre-school children but more Emotion-Focused Reactions compared with elementary school children, pre-adolescents and adolescents. Mother’s used Minimization Reactions significantly less with pre-school children in comparison with other age groups. For Emotional Inaction, mothers presented significantly higher levels for adolescents than for pre-school children.
A autorregulação parental integra processos cognitivos, comportamentais e afetivos diferentes que, em conjunto, proporcionam aos pais a capacidade de planear e antecipar, de regular emoções, de cooperar com outros, de avaliar resultados e remodelar ações. Mais concretamente, a capacidade de regulação emocional dos pais é muito importante para gerir as situações quotidianas de interação com os filhos, mas também para ajudar as crianças a regular as suas próprias emoções. Um pai que é capaz de se autorregular será capaz de adequadamente pôr em prática capacidades que se traduzam na resolução de problemas, estabelecimento de objetivos, implementação de mudanças comportamentais e agir, com o objetivo final de proporcionar um desenvolvimento positivo para os filhos. A operacionalização adotada pelo presente estudo da regulação emocional parental inclui não só a capacidade dos pais regularem e expressarem as próprias emoções adequadamente, mas também a capacidade dos pais de serem atentos, reconhecerem e compreenderem as emoções da criança; e de aceitarem e tolerarem as emoções negativas reconhecendo o papel das emoções positivas e negativas na vida da criança e na parentalidade. Esta última dimensão é particularmente relevante, tendo em conta que capacidade de tolerar emoções é importante para uma adequada regulação emocional parental como o revelam os estudos mais recentes sobre o Evitamento Experiencial parental (EE parental). As reações parentais à emocionalidade negativa das crianças são uma componente importante do processo de socialização das emoções da criança, que dependem da capacidade dos pais se regularem emocionalmente. Os resultados de estudos anteriores revelam que o ajustamento da criança é influenciado pelas reações parentais às suas emoções que podem ser tanto apoiantes como não-apoiantes, e que ditam o clima emocional familiar, causando impacto na forma como a criança encara a experiência emocional. De forma geral, as diversas reações parentais às emoções dos filhos podem em diferentes graus desenvolver uma sensação de segurança emocional, sentimentos positivos face às relações sociais e uma regulação emocional adequada que se traduzem num ajustamento positivo geral. O presente estudo teve como objetivo geral a compreensão da relação entre regulação emocional maternal, reações maternais às emoções negativas da criança, e o ajustamento da criança. Os objetivos mais específicos foram: 1) explorar a relação entre a regulação emocional maternal e as reações maternas às emoções negativas da criança, 2) analisar a relação entre estas duas dimensões parentais e o ajustamento da criança, 3) e analisar as diferenças entre géneros e grupos etários relativamente às dimensões parentais. A amostra de estudo foi constituída por 247 mães portuguesas (idades entre 22 e 58) que preencheram on-line duas escalas relativas às suas reações à emocionalidade negativa das suas crianças (Reações Parentais às Emoções Negativas dos Filhos - CCNES) e à sua regulação emocional (Escala de Regulação Emocional Parental - EREP), e um questionário relativo à adaptação das suas crianças (Questionário de Capacidades e Dificuldades - SDQ). As crianças deste estudo tinham idades entre os 3 e 15 anos. Os dados deste estudo foram recolhidos no contexto de um projeto de investigação mais alargado “Projeto-P” desenvolvido por Barros, Pereira e Marques (2016) Apesar do estudo mais alargado prever a participação de pais e de mães, o estudo foi realizado apenas com mães, uma vez que os pais tiveram uma baixa adesão (n=25). Os resultados do estudo apoiaram, maioritariamente, as hipóteses formuladas. As correlações positivas entre as escalas que refletem dificuldades na regulação emocional da mãe (EREP) e as reações negativas das mães às emoções da criança (CCNES) apoiam a ideia de que uma regulação parental positiva é importante para que os pais possam reagir de forma mais construtiva às emoções das crianças. Em relação às associações entre as duas dimensões parentais e o ajustamento das crianças, reações negativas da mãe às emoções negativas das crianças e regulação emocional negativa da mãe revelaram uma correlação positiva e estatisticamente significativa com os indicadores de problemas de ajustamento da criança e uma correlação negativa com os indicadores de ajustamento positivo da criança. Estes resultados, embora correlacionais corroboram a ideia geral de que a regulação emocional dos pais e as reações parentais às emoções dos filhos têm um impacto no desenvolvimento emocional e social da criança. Em relação às diferenças de sexo da criança, apenas se encontrou uma diferença estatisticamente significativa entre mães de crianças do sexo feminino e mães do sexo masculino para as Reações Focadas nas Emoções, corroborando uma ideia de que, o sexo da criança instiga formas diferentes do socialização da emoções dos pais. Quanto às diferenças entre grupos etários, as mães utilizaram menos Reações de Perturbação Emocional (Distress) com crianças em idade pré-escolar (3-5 anos) do que com crianças de idade escolar (6-9 anos) e pré-adolescentes (10-13 anos), e utilizaram mais Reações Focadas na Emoções com crianças em idade pré-escolar (3-5 anos) do que com pré-adolescentes (10-13 anos) e adolescentes (14-15 anos). Adicionalmente, as mães utilizaram mais Reações de Minimização à medida que a idade da criança avançava, sendo que usaram significativamente menos com crianças em idade pré-escolar (3-5 anos) em comparação com os outros três grupos etários. Finalmente, para Inação Emocional, as mães apresentaram significativamente valores mais elevados para adolescentes (14-15 anos) do que para crianças em idade pré-escolar (3-5 anos). No geral, os pais de crianças mais velhas apresentam menos Reações Focadas nas Emoções e mais Reações de Minimização por comparação aos pais de crianças mais novas, sendo isto consistente com a ideia que as capacidades das crianças de se autorregularem emocionalmente melhoram ao longo do tempo fazendo com que os pais não tenham de intervir tanto. As diferenças para Inação Emocional mostraram-se consistentes com a ideia de que, em idades mais precoces (3-5 anos), os pais sabem reagir e intervir nas reações emocionais dos seus filhos. Esta capacidade varia ao longo do tempo sendo que na adolescência pode diminuir graças a questões de conflito muito comuns nesta fase que facilitam reações parentais inadequadas às situações de emocionalidade negativa dos adolescentes As limitações dos estudo são identificadas e exploradas, e são apresentadas orientações para estudos futuros.

Descrição

Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde, Núcleo de Psicologia da Saúde e da Doença), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2016

Palavras-chave

Regulação emocional Ajustamento (Psicologia) Parentalidade Teses de mestrado - 2016

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