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Neuroscientific, psychological and clinical-philosophical approaches to voice-hearing : a critical systematic review

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Resumo(s)

Tackling the complexity of auditory verbal hallucinations (AVHs) or voice-hearing phenomena in schizophrenia requires an interdisciplinary approach for their better understanding, and ultimately for their treatment. One initial, but far reaching obstacle on the way to an appropriate understanding of voice-hearing is that there is no consensus on how such phenomena are best conceptualised. Given the various dimensions in which voice-hearing experiences can be described (e.g., audibility, personification, relationality) it is not obvious which of them constitute core features of voice-hearing. In the present thesis, it is proposed that the experience of a communication moment is a promising candidate for such a core feature. Moreover, studies from the areas of neuroscience, psychology, as well as clinical philosophy are systematically reviewed in order to examine how voice-hearing is conceptualised and studied in these disciplines. Methodological, as well as conceptual shortcomings of these approaches are critically discussed. Whereas neuroscientific accounts of voice-hearing have focused on self-monitoring accounts, clinical-philosophical accounts of voice-hearing in schizophrenia have focused on general alterations of experience as basis for the occurrence of voice-hearing. Psychological approaches to voice-hearing stress its relational nature. Such accounts have largely been developed separately and their compatibility is not obvious, also because of differing metaphysical assumptions of different disciplines. It is proposed that a phenomenological-ecological standpoint may be valuable for the contextualisation of results regarding voice-hearing from different disciplines, avoiding the pitfalls of reductionist conceptions of voice-hearing. Practical implications for an interdisciplinary research of AVHs are also derived.
A complexidade dos fenómenos de ―alucinações auditivas verbais‖ (AAV) ou ―ouvir vozes‖ na esquizofrenia requer uma abordagem interdisciplinar para a sua melhor compreensão e, ultimamente, tratamento. Um obstáculo inicial, mas de grande relevância, no caminho para uma compreensão adequada de ―ouvir vozes‖ é não haver consenso sobre como tais fenómenos são melhor conceptualizados. Dadas as várias dimensões em que as experiências de ouvir vozes possam ser descritas (p.ex., audibilidade, personificação, relação), não é óbvio quais sejam as principais características de ―ouvir vozes‖. Na presente tese, é proposto que uma experiência de um momento comunicativo seja candidata promissora a para tal característica principal. Além disso, estudos das áreas de neurociência, psicologia, bem como da filosofia clínica são sistematicamente revistos para examinar como ―ouvir vozes‖ é conceptualizado e estudado nessas disciplinas. As deficiências metodológicas, bem como conceptuais destas abordagens são discutidas criticamente. Considerando que as abordagens neurocientíficas de ouvir vozes se concentraram em auto-monitorização, as abordagens clínico-filosóficas de ouvir vozes na esquizofrenia têm como foco as alterações gerais de experiência como base para a ocorrência de ouvir vozes. As abordagens psicológicas salientam que experiências de ouvir vozes são de natureza relacional. Tais abordagens foram amplamente desenvolvidas separadamente e a sua compatibilidade não é óbvia – devido também a diferentes hipóteses metafísicas de diferentes disciplinas. Propõe-se que um ponto de vista fenomenológico-ecológico possa ser valioso para a contextualização dos resultados em relação a ouvir vozes de diferentes disciplinas, evitando as armadilhas das concepções reducionistas de ―ouvir vozes‖. Implicações práticas para uma investigação interdisciplinar de AAVs também são deduzidas.

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Palavras-chave

Alucinações auditivas verbais Categorização (Linguística) Categorização (Psicologia) Ciências cognitivas Teses de mestrado - 2017

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