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Orientador(es)
Resumo(s)
Neste artigo discute-se a questão das temporalidades e dos ritmos do comércio na metrópole contemporânea. Inspirados nas teses da compressão espaço-tempo, da aceleração social, da dicotomia entre tempo lento e rápido, e nas teorias da Cultura do Consumo (TCC) e dos Recursos, argumenta-se que a metrópole, enquanto espaço de comércio e consumo, vem construindo a sua identidade na confluência de dois mundos ancorados em regimes temporais distintos: o mundo da velocidade, do «tempo rápido», e o mundo da lentidão, do «tempo lento». Estes dois mundos, conflituantes nos seus princípios organizativos, são alimentados por formas de comércio distintas ao nível dos formatos, da localização das lojas, da natureza da oferta, das estratégias de gestão e das experiências disponibilizadas aos consumidores. A exploração desta ideia apoia-se numa investigação empírica conduzida nas Colinas do Cruzeiro, um bairro suburbano, de classe média, da Grande Lisboa. Mobiliza-se, para o efeito, a observação in loco da ritmicidade das práticas de consumo e entrevistas aos comerciantes sobre o uso do tempo na gestão dos estabelecimentos afetos a diferentes ramos de atividade da venda a retalho e dos serviços. Os resultados da pesquisa permitem concluir que o tempo, nos seus regimes rápido e lento, constitui um recurso estratégico para um número significativo de empresas que operam no bairro. Os comerciantes com uma postura proactiva usam estes regimes de tempo para adaptarem a oferta e a gestão dos estabelecimentos aos ritmos das práticas de consumo da população e, por essa via, se posicionarem no mercado e elevarem a sua competitividade.
Descrição
Palavras-chave
Tempo lento e rápido Temporalidade Aceleração social Comércio a retalho
Contexto Educativo
Citação
Cachinho, Herculano, & Paiva, Daniel (2019). Tempo e ritmos do comércio na metrópole contemporânea. FCT
