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Emoções e autoeficácia docente

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As emoções são um campo importante de investigação em educação, e algumas pesquisas sugerem uma relação significativa entre as emoções experienciadas pelos professores e a autoeficácia docente. De acordo com o modelo de Bandura, as emoções constituem uma fonte de informação para as crenças de autoeficácia. No entanto, estudos têm mostrado que a autoeficácia docente é tanto antecedente como consequente das emoções. Para além disso, esses estudos mostram que diferentes emoções experienciadas pelos professores têm relações distintas com a autoeficácia docente, e que variáveis individuais, como sexo e experiência profissional, e variáveis contextuais, como carga horária de trabalho semanal e tamanho das turmas, também estão associadas a autoeficácia docente. Tendo em conta estes resultados e considerando que as emoções influenciam a percepção, cognição e comportamento, e que a autoeficácia docente é crucial para o processo de ensino-aprendizagem, é fundamental examinar a relação entre cada emoção experienciada no contexto educativo e a autoeficácia docente. O presente estudo teve como objetivos principais, examinar a relação entre diferentes emoções discretas e diferentes dimensões da autoeficácia docente; examinar a relação entre a emoção raiva e diferentes dimensões da autoeficácia docente; e explorar a relação entre variáveis individuais (tais como, variáveis sociodemográficas e relacionadas com a experiência de ensino), da atividade docente (tais como, percepção do nível de preparação para a docência), bem como variáveis do contexto de atuação profissional (tais como, dimensão da turma e do ambientes da escola) e a autoeficácia docente. Para alcançar esses objetivos, foram desenvolvidos três estudos: um estudo de adaptação cultural, outro de revisão sistemática da literatura e um estudo empírico com 1263 professores do estado do Paraná, Brasil, dos quais 70% do sexo feminino, lecionando em diferentes anos de escolaridade e áreas científicas. Os resultados obtidos indicam que emoções discretas experimentadas pelo professor em relação aos alunos, ensino e, especificamente, colegas, pais e sistema educacional, como no caso da emoção raiva, têm efeitos distintos nas diversas dimensões da autoeficácia docente. Esses resultados fornecem suporte ao modelo multidimensional da autoeficácia docente, que sugere que os professores podem ter diferentes crenças de autoeficácia dependendo da tarefa ou função desempenhada. Além disso, certas variáveis individuais, da atividade docente e do contexto profissional estão também associadas a autoeficácia docente, tal como a infraestrutura escolar para o desenvolvimento das atividades. Embora diversas pesquisas tenham explorado a relação entre emoções experienciadas pelo professor e três dimensões da autoeficácia docente, o presente estudo inovou ao investigar seis dimensões da autoeficácia docente, particularmente no contexto da educação brasileira. Além disso, esses resultados têm implicações significativas para a prática escolar, especialmente no que diz respeito ao papel dos gestores na criação de condições que promovam o desenvolvimento profissional dos professores, focando em aspectos específicos da atividade docente, e na construção de relacionamentos que incentivem a experiência de emoções de valência positiva. Por fim, é importante ressaltar que esta tese contribuiu para a validação, na língua portuguesa, de dois questionários: o Teacher Emotion Questionnaire e a Teacher Anger Scale, que se mostraram instrumentos confiáveis, com boas qualidades psicométricas.

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Emoções Emoções discretas Autoeficácia docente Emotions Discrete Emotions Teacher Self-Efficacy Teacher Emotion Questionnaire Teacher Anger Scale

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