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Orientador(es)
Resumo(s)
Representação e política são conceitos historicamente indissociáveis,
embora o desígnio de alargamento da cidadania e da representatividade
do governo seja prerrogativa da política moderna do Ocidente
(VIEIRA; RUNCIMAN, 2008). Independentemente da genealogia
e a da geografia da articulação dos conceitos, este livro foca exclusivamente
o período a partir do qual as instituições representativas foram
introduzidas na arquitetura do poder pelas monarquias constitucionais
europeias do século XIX. Trazendo consigo uma nova dimensão da representação
política assente no princípio eletivo (de sufrágio tendencialmente
universal), estas instituições não dispensaram, não obstante,
uma dimensão simbólica de representação por muito tempo ainda a
dialogar e a reinventar lógicas de Antigo Regime. No espaço do antigo
império português o convívio das duas dimensões de representação
(PITKIN, 1972), assim como da matriz burkeana de legitimidade representativa,
foi próprio das monarquias constitucionais portuguesa e brasileira,
onde o quadro legal previa uma partilha da soberania entre o rei
e a nação (RAMOS, 2018), e manteve-se até aos dias hoje nos regimes
democráticos parlamentares de todo o espaço da lusofonia.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Isabel Corrêa da Silva, Cláudia Viscardi, Filipa Raimundo (Eds) (2020). Representação Política e Cidadania no Espaço da Lusofonia. EDUPE
