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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Neste nosso trabalho partimos da preocupação, de há vários anos, da necessidade de repensar os motivos da elevada taxa de insucesso escolar, no que respeita à progressão escolar no ensino primário.
A preocupação pedagógica, a necessidade de repensar a escolaridade primária oferecida nos bancos da escola primária portuguesa, foi o fio condutor do nosso pensamento desde a reflexão sobre a educação escolar ( Leal, 1971, 1986).
Os responsáveis pela política educacional geralmente
definem o conceito de aprendizagem em função da organização curricular, das práticas de avaliação, das medidas administrativas e do papel desempenhado por professores e alunos.
A natureza do processo de aprendizagem tende a ser ignorado. No entanto, qualquer professor está consciente da enorme variedade de resultados que os alunos obtêm consoante a sua característica individual. Por isso, seria lógico que um melhor
conhecimento do mecanismo do processo de aprendizagem contribuísse para uma melhor eficiência do aluno.
Como criar um plano de estudos que tenha em consideração os parâmetros mais importantes da aprendizagem? Até que ponto a metodologia de ensino pode influenciar a aprendizagem? A grande maioria dos planos de estudos têm sido baseados
em dois pressupostos fundamentais:
- Primeiro, que se deve transmitir ao aluno uma certa quantidade de informação factual e ajudá-lo a desenvolver certas capacidades e atitudes.
- Segundo, que transmitir ao aluno a matéria a aprender e envolvendo-o nela, seria suficiente para o ensinar a pensar.
Deste modo, o desenvolvimento cognitivo tem sido considerado como um subproduto do ensino.
Pensamos que, na criação dos planos de estudos, o tomar em consideração o desenvolvimento cognitivo dos alunos, a compreensão do conteúdo científico seria facilitado. Para atingir tal objectivo, o sistema educativo teria de ser reestruturado. Urge, pois, investigar, ao nível da sala de aula, como é que os alunos aprendem e o que podem aprender.
Na realidade portuguesa, a criança ao ingressar no Ensino Primário, é colocada perante o desafio de se apropriar de instrumentos: ler, escrever, contar. Esta preocupação antecede todas as outras a este nível de ensino.
As leis, a administração escolar, descrevem a escola a
que presidem como tendo abandonado já o currículo de ler, escrever e contar. Referem frequentemente a preocupação de tornar o ensino vivo e activo. Contudo, a realidade é bem diferente. Analisemos os livros escolares e imediatamente se denota o
intuito e a preocupação de apenas alfabetizar. (...)
Descrição
Tese de Mestrado em Ciências da Educação, área de Psicologia da Educação, 1989
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1989 Organização curricular Estrutura curricular Currículos Ensino básico Lei de bases Sistemas educativos - Portugal Motivação
