| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.08 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Epilepsy is commonly defined as a condition of chronic predisposition for seizures. Importantly, none
of the “antiepileptic dugs” used in clinical practice can prevent the development of epilepsy after an epileptic
insult, and thus are increasingly referred as anti-seizure drugs rather than anti-epileptic. Together with the fact that about 50% of treated patients continue to experience seizures, the pharmacological intervention is far from the ideal, and consequently the need for new therapeutic alternatives emerges. Although controversial,
the modulation of neurotrophin signaling, in particular of the brain-derived neurotrophic factor (BDNF), has
been seen as promising therapeutic strategy.
The present review aims to compile the available data related to the role of the BDNF signaling on
epilepsy and the possible mechanisms involved such as modulation of excitatory and inhibitory neuronal
transmission; mossy fiber sprouting, and neuropeptide Y. Taken together the presented data clear show a discrepancy among the available data. This could be related to differences in the 1) animal model; 2) induction of spontaneous recurrent seizures protocol 3) schedule of exogenous BDNF administration; 4) genetic models of BDNF signaling modulation. More studies are needed to unveil the role of this neurotrophin upon epilepsy and whether the modulation of its signaling pathways could be considered a therapeutic strategy.
A epilepsia é habitualmente definida como uma condição de predisposição crónica para convulsões. É de destacar que nenhum dos “fármacos antiepiléticos” utilizados na prática clinica conseguem prevenir o desenvolvimento de epilepsia depois de um estímulo epilético, e por isso são cada vez mais denominados de fármacos anticonvulsivantes em vez de antiepiléticos. Conjuntamente com o facto de que 50% dos pacientes tratados continuarem a experienciar convulsões, as intervenções farmacológicas nesta doença estão ainda longe do desejável, e consequentemente novas estratégias terapêuticas são necessárias. Apesar de controverso, a modulação da sinalização das neurotrofinas, em particular do BDNF tem sido vista como uma estratégia terapêutica promissora. Esta revisão tem como objetivo compilar a informação disponível relativamente ao papel da sinalização do BDNF na epilepsia, e os possíveis mecanismos envolvidos, tais como a modulação datransmissão neuronal excitatória e inibitória; “mossy fiber sprouting” e o neuropéptido Y. Os dados apresentados demonstram uma clara discrepância entre as observações de vários estudos. Tal facto pode estar relacionado com as diferenças existentes entre: 1) modelos animais; 2) o protocolo de indução de convulsões espontâneas recorrentes; 3) esquema terapêutico de administração do BDNF exógeno; 4) modulação da sinalização em modelos genéticos de BDNF. Conclui-se então que há necessidade de mais estudos para desvendar o papel desta neurotrofina na epilepsia e para aferir se a modulação das suas vias de sinalização poderá constituir estratégias terapêuticas.
A epilepsia é habitualmente definida como uma condição de predisposição crónica para convulsões. É de destacar que nenhum dos “fármacos antiepiléticos” utilizados na prática clinica conseguem prevenir o desenvolvimento de epilepsia depois de um estímulo epilético, e por isso são cada vez mais denominados de fármacos anticonvulsivantes em vez de antiepiléticos. Conjuntamente com o facto de que 50% dos pacientes tratados continuarem a experienciar convulsões, as intervenções farmacológicas nesta doença estão ainda longe do desejável, e consequentemente novas estratégias terapêuticas são necessárias. Apesar de controverso, a modulação da sinalização das neurotrofinas, em particular do BDNF tem sido vista como uma estratégia terapêutica promissora. Esta revisão tem como objetivo compilar a informação disponível relativamente ao papel da sinalização do BDNF na epilepsia, e os possíveis mecanismos envolvidos, tais como a modulação datransmissão neuronal excitatória e inibitória; “mossy fiber sprouting” e o neuropéptido Y. Os dados apresentados demonstram uma clara discrepância entre as observações de vários estudos. Tal facto pode estar relacionado com as diferenças existentes entre: 1) modelos animais; 2) o protocolo de indução de convulsões espontâneas recorrentes; 3) esquema terapêutico de administração do BDNF exógeno; 4) modulação da sinalização em modelos genéticos de BDNF. Conclui-se então que há necessidade de mais estudos para desvendar o papel desta neurotrofina na epilepsia e para aferir se a modulação das suas vias de sinalização poderá constituir estratégias terapêuticas.
Descrição
Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2016
Palavras-chave
Neurotrofinas Fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) TrkB Recetores A2A da adenosina NMDA Epilepsia
