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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Segundo Fernand Braudel (1947) a fronteira que no século XVI separava a Espanha do Norte de África era líquida, mal fechada e espantosamente viva. Estudar a essa luz os mouriscos expulsos de Granada e em migração de mais regiões para Marrocos antes e após 1568-1570 e até à decisiva expulsão de Espanha de 1609 a 1614, torna-se um desafio historiográfico que ultrapassa necessariamente a História para incluir em conexão com ela reflexões de origem demográfica, económica, antropológica, sociológica, política e militar.
Do conceito de fronteira líquida avança-se necessariamente para a caracterização das fronteiras físicas e a reflexão aprofundada das fronteiras humanas e da interculturalidade. Reflectir sobre os mouriscos originários de Espanha nos séculos XV-XVII é averiguar fronteiras socioculturais extremamente porosas, dadas as diversas definições de identidade/es que em cada região se podem detectar e as adaptações dos migrados a novas sociedades.
Designam os mouriscos uma comunidade homogénea ou longe disso? Hispanizada ou não completamente? Irão incorporar-se, segundo diversas formas, em sociedades e sob poderes norte-africanos ou levarão consigo um protagonismo individualizado?
No estudo em curso vão-se originando com fundamento documental e historiográfico interrogações sobre fronteiras culturais, religiosas, socioeconómicas, bem assim como debates sobre fronteiras humanas, fruto de assimilação, adaptação, integração, clandestinidade, duplicidade ou amálgama cultural.
Descrição
Palavras-chave
Mouriscos Fronteiras Religião Amálgama cultural Dualidade
Contexto Educativo
Citação
Cruz, Maria Leonor García da, “Espaços e fronteiras socioculturais na diáspora mourisca (séculos XV-XVII)”, in Estudios sobre y desde la frontera, Madrid, Dykinson S.L., 2023. ISBN: 978-84-1170-537-0
